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Folha Jundiaiense

Haaland define, Noruega vence Costa do Marfim e enfrenta o Brasil

A Noruega venceu a Costa do Marfim por 2 a 1, nesta terça-feira (30), em Dallas, e será a adversária do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. O duelo está marcado para domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A equipe brasileira enfrentará a única seleção contra a qual nunca venceu na história do futebol.

O atacante Erling Haaland marcou o gol decisivo no final do segundo tempo, garantindo a classificação escandinava. Com isso, o artilheiro norueguês alcançou cinco gols na competição, um a menos que Lionel Messi, atual líder da artilharia, reafirmando sua capacidade de decidir jogos importantes.

A vitória norueguesa adiciona um enredo complexo para o Brasil. Em quatro confrontos anteriores, a Seleção acumula dois empates e duas derrotas para os europeus. O resultado mais marcante foi na Copa do Mundo de 1998, quando a Noruega venceu o Brasil por 2 a 1, de virada, na fase de grupos, na França.

O Caminho Norueguês: Eficiência e Estrelismo

O confronto em Dallas começou com a Costa do Marfim controlando a posse de bola e criando as melhores oportunidades na primeira etapa. Os africanos, no entanto, falharam repetidamente na conclusão das jogadas.

Aos 20 minutos, o lateral Ghislain Konan invadiu a área pela esquerda e finalizou rasteiro, rente à trave, sem sucesso. Pouco depois, Yan Diomandé cruzou para Nicolas Pépé, que, livre na pequena área, não conseguiu direcionar o chute, desperdiçando uma chance clara que poderia ter mudado o rumo da partida.

A Noruega, mais pragmática e focada em transições rápidas, capitalizou a falta de pontaria adversária. Aos 38 minutos, Martin Odegaard acionou Antonio Nusa pela esquerda. O atacante driblou para a perna direita e acertou o ângulo do goleiro Yahia Fofana, abrindo o placar para os escandinavos com um gol de rara beleza.

A etapa final trouxe mais emoção. Os Elefantes, como são conhecidos, voltaram do intervalo com mais intensidade, pressionando a saída de bola norueguesa. Aos nove minutos, Guéla Doué arriscou de fora da área; a bola desviou na zaga e sobrou para Pépé, que finalizou de perto, parando em uma defesa crucial do goleiro Orjan Nyland, que evitou o empate imediato.

Em um contra-ataque aos 20 minutos, a Noruega quase ampliou. Odegaard lançou na área, Alexander Sorloth desviou de cabeça e Torbjørn Heggem chegou para finalizar, mas Amad Diallo salvou em cima da linha, mantendo a Costa do Marfim viva no jogo e demonstrando a resiliência africana.

Foi o próprio Amad Diallo quem restabeleceu a igualdade. Aos 28 minutos, o atacante tabelou com Pépé pela direita, driblou David Wolfe e Sander Berge, e concluiu com precisão, marcando um golaço que incendiou a partida e reacendeu as esperanças marfinenses.

O empate parecia selar um destino incerto, com a Costa do Marfim recuando para tentar segurar o resultado. Mas a estratégia deu espaço para a velocidade e o oportunismo norueguês.

Aos 40 minutos, Oscar Bobb lançou em profundidade para Patrick Berg. Dentro da área, Berg tocou para a esquerda, onde Haaland apareceu para finalizar e selar a vitória da Noruega, em um momento de puro oportunismo e frieza. A explosão de alegria tomou conta do banco norueguês, e seu pai, Alf-Inge Haaland, presente no estádio, se emocionou com o gol decisivo do filho, testemunhando a estrela da família brilhar mais uma vez.

O Desafio Histórico para o Brasil

O embate nas oitavas de final contra a Noruega traz um enredo particular para a seleção brasileira. O retrospecto negativo, com nenhuma vitória em quatro encontros, é um dado que a comissão técnica de Dorival Júnior certamente analisará com atenção. Quebrar esse tabu de décadas será uma das missões da equipe no domingo.

A Noruega de Haaland e Odegaard apresenta um estilo de jogo físico, com forte marcação e transições rápidas, orquestradas pelo talento de seu capitão no meio-campo e finalizadas com a letalidade de seu camisa 9. A capacidade de Haaland, que precisa de poucas chances para decidir, será uma preocupação constante para a defesa brasileira, exigindo atenção redobrada e coordenação defensiva.

O último encontro em Copas, em 1998, é um fantasma que, para muitos, ainda ronda o imaginário do torcedor brasileiro. Naquela ocasião, a Seleção Brasileira, já classificada para as oitavas, sofreu uma virada nos últimos minutos, com um gol de pênalti controverso que selou a derrota por 2 a 1. Este histórico adiciona uma camada extra de tensão e rivalidade ao próximo confronto, transformando-o em algo mais do que uma simples partida eliminatória.

A pressão sobre a equipe de Dorival Júnior aumenta. Não apenas por estar em uma fase eliminatória decisiva, mas por enfrentar um adversário que, historicamente, se mostra uma pedra no sapato do Brasil. O desafio, agora, é quebrar um tabu de décadas e garantir uma vaga nas quartas de final, provando a força e a capacidade de superação da atual geração brasileira.

Contexto

O futebol norueguês, historicamente menos proeminente em grandes competições globais, tem vivenciado uma ascensão impulsionada por uma geração dourada de talentos liderada por Erling Haaland e Martin Odegaard. A presença na Copa do Mundo já representa um marco significativo para o país, e a chegada às oitavas de final reforça a consolidação de uma equipe com potencial para surpreender e se estabelecer no cenário internacional. Para o Brasil, o confronto com a Noruega é mais do que um jogo eliminatório; é a chance de superar um retrospecto adverso contra um oponente que, mesmo sem o mesmo histórico de títulos mundiais, sempre impôs dificuldades notáveis à Seleção, culminando no marcante encontro de 1998. Este duelo não testará apenas a técnica, mas a resiliência e a capacidade tática da equipe brasileira sob pressão.

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