A Secretaria Municipal de Saúde de Votuporanga confirmou nesta semana o segundo caso de leishmaniose visceral registrado na cidade em 2026. O novo diagnóstico é de um adolescente de 17 anos, morador do bairro Vila Marim, que permanece internado em unidade hospitalar recebendo o tratamento adequado contra a infecção. O primeiro registro do ano no município ocorreu no bairro Pozzobon, em um homem de 48 anos que respondeu bem à medicação fornecida pela rede pública e já é considerado curado.
A leishmaniose visceral, também conhecida popularmente como calazar, é uma doença infecciosa grave provocada pelo protozoário Leishmania infantum, que ataca órgãos internos essenciais como fígado, baço e medula óssea. Os sintomas costumam surgir semanas ou meses após a infecção e incluem febre prolongada, fraqueza, perda involuntária de peso, anemia e inchaço abdominal. A transmissão não ocorre de pessoa para pessoa nem pelo contato direto com animais, dependendo exclusivamente da picada da fêmea do mosquito-palha infectada, inseto que contrai o parasita ao picar animais hospedeiros, com destaque para os cães urbanos.
As autoridades de saúde reforçam que a ausência de diagnóstico precoce pode levar a complicações sérias, como hemorragias, queda acentuada na imunidade, infecções secundárias e falência de órgãos, apresentando alto índice de letalidade quando não tratada. O tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo altas chances de cura aos pacientes que iniciam o acompanhamento médico nas fases iniciais da doença.



