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Folha Jundiaiense

Mbappé brilha com dois gols e França garante vaga nas oitavas de final

A França assegurou sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Suécia por 3 a 0 na noite desta terça-feira (30), em Nova Jersey, Estados Unidos. O atacante Kylian Mbappé foi o grande nome da partida, marcando duas vezes e se tornando o maior artilheiro da história em jogos de mata-mata de Mundiais, com 10 gols. Barcola completou o placar para os Bleus.

O resultado garante a equipe comandada pelo técnico Didier Deschamps na próxima fase da Copa do Mundo, consolidando uma campanha de domínio. O desempenho coletivo, somado à atuação de gala de Mbappé, projetam a França como forte candidata ao título.

Na sequência do torneio, os franceses enfrentarão o Paraguai. O duelo está marcado para o próximo sábado (4) de julho, às 18h (horário de Brasília), na Filadélfia, também nos EUA. A Suécia, por sua vez, deu adeus à competição, sem conseguir impor resistência ao ataque adversário.

Mbappé Supera Lendas em Fases Decisivas

O faro de gol de Kylian Mbappé em jogos eliminatórios o coloca em um patamar raro. Ao atingir a marca de dez gols em mata-mata de Mundiais, o camisa 10 da França superou ícones do futebol que precisaram de mais edições da Copa do Mundo para chegar perto. Esse feito não apenas impulsiona a seleção, mas solidifica a reputação do atacante como um jogador decisivo nos momentos mais importantes.

A capacidade de Mbappé de performar sob pressão, balançando as redes quando o erro significa a eliminação, é um trunfo valioso. Aos 27 anos, ele ainda tem potencial para ampliar este recorde nas próximas edições do torneio.

O impacto prático é imediato: a França avança confiante, com seu principal jogador em fase artilheira. Para os adversários, a ameaça de Mbappé se torna ainda mais palpável e difícil de conter.

Domínio Francês desde o Início

A França ditou o ritmo de jogo desde o apito inicial no MetLife Stadium. A primeira chance real de gol surgiu aos 15 minutos, em um chute de fora da área de Digne, defendido pelo goleiro sueco Zetterstrom.

Aos 19 minutos, uma jogada que seria emblemática: Olise lançou Mbappé, que avançou e finalizou com precisão. O gol, entretanto, foi anulado por impedimento.

A pressão dos Bleus se intensificou. Aos 31 minutos, Mbappé acertou a trave após cruzamento rasteiro de Koundé. Pouco depois, Olise, de voleio, também carimbou o poste. Na sobra, Dembelé tentou, mas a bola não entrou. O goleiro Zetterstrom se desdobrava para evitar o pior.

O placar foi inaugurado aos 44 minutos. Dembelé cobrou escanteio curto para Olise, que devolveu. O camisa 7 rolou para Mbappé já dentro da área. O atacante driblou a marcação, puxou para a perna direita e chutou certeiro. Foi o primeiro gol da noite.

O momento da celebração contou com um toque emocional. Mbappé e os demais jogadores correram para abraçar o técnico Didier Deschamps, que havia desfalcado o time em jogo anterior para acompanhar o funeral da mãe, falecida no dia 23 de junho. A união do elenco ficou evidente.

Segundo Tempo Mantém a Intensidade e Amplia Vantagem

Após o intervalo, a França não reduziu a intensidade. Logo aos sete minutos da etapa final, Olise deu um ótimo passe para Barcola, que ampliou a vantagem com um chute potente de dentro da grande área. O gol desanimou ainda mais a equipe sueca.

A Suécia recuou, mas a França queria mais. Aos 20 minutos, Olise quase marcou o terceiro com um chute forte da entrada da área, forçando Zetterstrom a espalmar para fora. O goleiro sueco foi um dos poucos a se destacar em sua equipe.

O terceiro gol francês veio aos 28 minutos. Olise, novamente participativo, deu um passe perfeito para Mbappé. O atacante se infiltrou na grande área pela esquerda e bateu firme no fundo da rede, selando sua dobradinha na noite e garantindo a goleada. Antes do apito final, Doué quase marcou o quarto em uma bela jogada individual, mas Zetterstrom defendeu.

Contexto

A seleção francesa, bicampeã mundial (1998 e 2018) e vice-campeã em 2022, busca solidificar sua hegemonia no futebol global. A Copa do Mundo de 2026, com um formato expandido e sediada em três países (Estados Unidos, México e Canadá), impõe desafios únicos de logística e adaptação. O desempenho na fase eliminatória, onde cada erro é fatal, testa a resiliência e a capacidade tática dos grandes elencos sob pressão. O histórico recente da França mostra uma equipe acostumada à competitividade dos grandes jogos, mas que sabe que o caminho até o título é imprevisível e exige consistência em cada etapa.

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