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Folha Jundiaiense

Inglaterra avança às oitavas; Kane marca dois gols e elimina RD Congo

A Inglaterra virou sobre a República Democrática do Congo por 2 a 1 na tarde desta quarta-feira em Atlanta, nos Estados Unidos, e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. Os dois gols do atacante Harry Kane no segundo tempo definiram a classificação europeia e encerraram a campanha histórica dos congoleses, de volta ao Mundial após 52 anos. O triunfo aliviou a pressão sobre os ingleses, que agora enfrentam o anfitrião México na próxima fase.

A equipe africana, apelidada de Leopardos, abriu o placar aos seis minutos com Cipenga, surpreendendo os favoritos e levando a torcida ao delírio no Mercedes-Benz Stadium. O gol precoce desestabilizou a estratégia inglesa, forçando uma mudança de postura que só viria na etapa final.

Virada Arrancada e Alívio Inglês

O jogo em Atlanta começou com a Inglaterra visivelmente afetada pelo ritmo dos Leopardos. O gol de Cipenga, que aproveitou cruzamento de Mbemba da direita, expôs a fragilidade defensiva britânica nos primeiros minutos. O goleiro Pickford não teve chances.

Os ingleses, favoritos ao título, sentiram o golpe. Demonstravam nervosismo, errando passes simples e esbarrando na defesa bem postada do Congo. Apenas após a pausa para hidratação, a equipe retomou parte do foco, mas a virada demorou a chegar.

O primeiro tempo teve ainda chances para os Três Leões, como no cabeceio de Bellingham, defendido de forma acrobática pelo goleiro Mpasi. O arqueiro congolês, aliás, foi um dos destaques da partida, frustrando diversas tentativas adversárias.

Uma polêmica de pênalti marcou a primeira etapa, quando a bola tocou o braço do defensor Tuanzebe dentro da área congolesa. A arbitragem, no entanto, mandou o jogo seguir, para a irritação inglesa.

Antes do intervalo, o Congo quase ampliou. Wissa, sozinho na pequena área após cruzamento de Wan-Bissaka, carimbou a trave de Pickford, em lance que poderia ter selado um placar ainda mais favorável aos africanos.

No segundo tempo, a Inglaterra voltou transformada. Pressionou os Leopardos desde o apito inicial. Aos cinco minutos, Rashford invadiu a área e chutou forte, mas a bola passou pelo lado de fora da rede. A estratégia de sufocar o adversário começou a funcionar.

O gol de empate veio aos 29 minutos. Gordon se livrou da marcação e cruzou na medida para Harry Kane. O camisa 9 se antecipou ao zagueiro Tuanzebe e cabeceou firme, sem chances para Mpasi. Tudo igual em Atlanta.

A virada era questão de tempo.

Aos 40 minutos, novamente Gordon cruzou e Kane, achando espaço entre cinco marcadores, desferiu um chute certeiro. A bola estufou as redes e selou a virada e a classificação da Inglaterra. A explosão da torcida inglesa ecoou pelo estádio.

Antes do fim, o Congo teve uma última chance de buscar o empate. Wissa cobrou uma falta, mas a batida saiu torta, longe do gol. O apito final marcou o fim da campanha congolesa no Mundial.

O Caminho da Inglaterra nas Oitavas

Com a vitória, a Inglaterra avança para as oitavas de final da Copa do Mundo, mantendo o sonho de conquistar seu segundo título mundial, após a taça de 1966. A equipe de Gareth Southgate, que iniciou o torneio sob grande expectativa, precisará de atuações mais consistentes na fase eliminatória.

O próximo desafio promete ser um dos mais duros: o anfitrião México. O confronto está marcado para domingo (5), às 21h (horário de Brasília), no lendário Estádio Azteca. A atmosfera será de casa cheia, com a torcida mexicana empurrando sua seleção. Os ingleses precisarão superar não só um adversário qualificado, mas também a pressão de jogar contra o país-sede.

O Legado da República Democrática do Congo

Para a República Democrática do Congo, a derrota representou o fim da linha, mas não o fim da história. A volta ao palco de uma Copa do Mundo após 52 anos de ausência já foi uma vitória em si. Os Leopardos, que haviam participado pela última vez em 1974 (ainda como Zaire), mostraram garra e organização, especialmente na fase de grupos.

A campanha, embora breve, trouxe visibilidade ao futebol congolês e serviu de inspiração para milhões de torcedores. A seleção mostrou que tem capacidade de competir em alto nível, apesar das limitações e desafios que equipes africanas frequentemente enfrentam. A atuação contra a poderosa Inglaterra, segurando o placar por boa parte do jogo, reforçou a dignidade de uma campanha que superou as expectativas iniciais.

Contexto

A Copa do Mundo de futebol, realizada a cada quatro anos, representa o ápice do esporte global, atraindo bilhões de espectadores e movimentando economias em países-sede e participantes. Para nações com menor tradição no futebol mundial, como a República Democrática do Congo, a mera classificação e participação no torneio pode ter um impacto cultural e social profundo, elevando o moral nacional e inspirando novas gerações de atletas. Para seleções favoritas, como a Inglaterra, o torneio é uma prova de fogo que define o legado de jogadores e comissões técnicas, gerando intensa pressão por resultados e desempenho. A performance neste evento pode ditar investimentos futuros em infraestrutura esportiva e políticas de desenvolvimento do futebol, tanto em nações estabelecidas quanto em mercados emergentes.

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