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Folha Jundiaiense

Eleições no Chile: esquerda lidera, mas direita pode reverter no segundo turno

Candidata Jeanette Jara à frente no primeiro turno, mas previsões apontam desafios na segunda etapa.

Eleições no Chile: esquerda lidera, mas direita pode reverter no segundo turno
Jeanette Jara e José Antonio Kast nas eleições no Chile. Foto: Divulgação

O Chile realiza eleições presidenciais com Jeanette Jara liderando o primeiro turno, mas a direita tem chances de reverter no segundo.

Eleições no Chile e a incerteza do cenário político

Neste domingo, o Chile realiza suas eleições presidenciais, um evento que promete ser repleto de incertezas e volatilidade. A candidata de esquerda Jeanette Jara está à frente no primeiro turno, com 32,1% das intenções de voto, segundo levantamento da Atlas Intel. No entanto, o cenário para a segunda etapa da disputa é mais complicado, com a possibilidade de uma virada por parte da direita.

Cenário atual e principais candidatos

A pesquisa da Atlas Intel, divulgada na sexta-feira (14), coloca Jara na liderança, seguida de José Antonio Kast, que apresenta 18,1% das intenções. Outros candidatos, como Johannes Kaiser, Evelyn Matthei e Franco Parisi, têm percentuais próximos, mas ainda distantes da liderança. Com oito nomes na corrida, o primeiro turno não deverá definir um vencedor claro, e as projeções para o segundo turno indicam desafios para Jara, que aparece como derrotada em todos os cenários simulados.

Alternância no poder: um padrão histórico

A tendência de alternância no comando do Chile ao longo das últimas duas décadas é um fator que pesa nas eleições. Desde 2006, nenhum presidente conseguiu passar o cargo a um sucessor do mesmo alinhamento político, o que reflete a desconfiança do eleitorado. Essa dinâmica pode ser confirmada novamente, caso a direita consiga capitalizar a vantagem no segundo turno, encerrando o período da coalizão governista de Gabriel Boric.

Fatores que influenciam o resultado

Os últimos anos foram marcados por tentativas frustradas de reforma da Constituição herdada do período da ditadura, com propostas rejeitadas pela população em 2022 e 2023. Essas rejeições ampliaram a percepção de um impasse político e contribuíram para a queda de confiança nas instituições, afetando diretamente o governo de Boric, que enfrenta altos índices de rejeição. O retorno do voto obrigatório, que convoca mais de 15 milhões de eleitores, adiciona um elemento de imprevisibilidade ao processo eleitoral, uma vez que muitos desses eleitores apresentam baixa fidelidade a partidos.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa da Atlas Intel foi realizada entre os dias 10 e 14 de novembro, ouvindo 3.118 eleitores, com uma margem de erro de dois pontos percentuais. Esses dados refletem não apenas as intenções de voto, mas também as dinâmicas sociais e políticas que permeiam a atual eleição, tornando o resultado ainda mais incerto.

Diante deste quadro, o que se observa é uma eleição que não apenas definirá os rumos do país, mas também levará à reflexão sobre a relação entre a sociedade chilena e suas instituições políticas.

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