A seleção brasileira inicia sua preparação final nesta quarta-feira (1º) para o duelo decisivo das oitavas de final da Copa do Mundo. Em Nova Jersey, a equipe de Carlo Ancelotti foca os próximos três dias de treinamento no confronto contra a Noruega, marcado para domingo (5), às 17h (horário de Brasília).
O retorno do grupo de Houston, após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão na segunda-feira (29), direto para Nova Jersey permitiu um dia de trabalho no hotel e centro de treinamento já na terça (30). O tempo é curto para ajustes diante de um adversário que surpreendeu alguns analistas.
Noruega: a força de Haaland no ataque
A Noruega chegou ao mata-mata como segunda colocada no Grupo I. A equipe europeia acumulou duas vitórias, 4 a 1 sobre o Iraque e 3 a 2 contra Senegal, e sofreu uma derrota por 4 a 1 para a França. Na primeira fase eliminatória, o time nórdico superou a Costa do Marfim por 2 a 1, garantindo vaga nas oitavas.
O ponto mais agudo da equipe reside na capacidade ofensiva. Marcou dez gols até o momento. Metade deles tem assinatura de Haaland, seu principal atacante, que se mostra uma ameaça constante à defesa adversária. Por outro lado, a defesa norueguesa já cedeu oito gols no torneio, indicando uma vulnerabilidade que a seleção brasileira pode explorar.
Paquetá fora: impacto no meio-campo
A preparação brasileira enfrenta um revés significativo. Lucas Paquetá, titular em todos os jogos do Brasil nesta Copa do Mundo, sofreu uma lesão na coxa esquerda no final do primeiro tempo contra o Japão. Ele deixou o campo com dores, substituído por Endrick no intervalo.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou a lesão nessa terça-feira, mas não detalhou o tempo de recuperação. Fontes internas indicam que sua presença contra a Noruega é altamente improvável. O jogador, do Flamengo, utilizou suas redes sociais para lamentar o ocorrido, publicando versículos bíblicos e uma mensagem de apoio à seleção: “Vamos juntos até o fim. Bora Brasil”.
“O jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível”, declarou a confederação em comunicado oficial. A ausência de Paquetá força o técnico Ancelotti a repensar a formação do meio-campo e as opções para cadenciar o jogo.
Raphinha avança, mas deve começar no banco
Uma notícia alivia parcialmente a comissão técnica. O atacante Raphinha, do Barcelona, demonstrou evolução em sua recuperação de uma lesão sofrida na vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti, na segunda rodada da fase de grupos.
Ele iniciou a transição para o campo na terça-feira, participando de exercícios leves, incluindo tênis. A expectativa é que Raphinha esteja à disposição de Carlo Ancelotti para o confronto das oitavas de final. No entanto, é provável que inicie a partida como opção no banco de reservas, oferecendo uma alternativa de velocidade e drible para o decorrer do jogo.
A possível volta de Raphinha, mesmo que como reserva, representa um acréscimo de poder de fogo e capacidade de desequilíbrio para a etapa final do jogo, algo valioso em uma partida eliminatória.
Ancelotti e os desafios táticos
O treinador Carlo Ancelotti tem um curto período para definir a melhor estratégia e formação. A perda de Paquetá no meio-campo pode exigir uma recomposição tática, seja com a entrada de um jogador de características semelhantes ou uma alteração no esquema. A recuperação de Raphinha, por sua vez, abre um leque de opções ofensivas para o decorrer do confronto.
A equipe precisa encontrar um equilíbrio entre a solidez defensiva, especialmente contra um artilheiro como Haaland, e a criatividade no ataque. As sessões de treinamento em Nova Jersey serão cruciais para esses ajustes finais.
Contexto
A fase de oitavas de final da Copa do Mundo impõe um nível de pressão distinto. Não há margem para erros. Uma única partida define o futuro na competição, elevando a importância de cada detalhe, da preparação física aos ajustes táticos. Para a seleção brasileira, tetracampeã mundial, o torneio é uma prova de fogo constante, onde o peso da camisa e a expectativa de milhões de torcedores adicionam uma camada extra de desafio em cada avanço de fase.