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Folha Jundiaiense

Bélgica conquista vitória sobre Senegal com pênalti na prorrogação

A Bélgica protagonizou uma das viradas mais eletrizantes da Copa do Mundo de 2026 nesta quarta-feira (2). No Estádio de Seattle, nos Estados Unidos, a equipe belga, que liderou o Grupo G, saiu de um placar adverso de 2 a 0 contra Senegal, terceiro colocado do Grupo I, para buscar a vitória por 3 a 2. O triunfo, selado por um pênalti validado pelo VAR nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, garantiu aos europeus uma vaga nas oitavas de final.

O jogo marcou um choque de estilos e um teste de nervos para a “nova geração” belga. Aos 67 mil espectadores, a dramaticidade se estendeu por mais de 120 minutos, redefinindo o caminho da seleção no torneio.

Domínio Senegalês no Primeiro Tempo

A partida começou com os belgas tentando a iniciativa. Logo aos oito minutos, Trossard arriscou da entrada da área e o goleiro Diaw defendeu com segurança. Mas a resposta senegalesa foi imediata e avassaladora.

Aos 12 minutos, em cruzamento na área, o goleiro belga Courtois falhou na saída. A bola sobrou para Ismaila Sarr, que, desequilibrado, finalizou na trave. O rebote ainda encontrou Sarr, que desta vez mandou a bola para fora.

Senegal impôs seu ritmo. Aos 16, Gana Gueye chutou de fora da área, e Courtois agarrou firme. A pressão africana era evidente, e o gol parecia iminente.

Veio aos 24. Em novo cruzamento na área, Ismaila Sarr cabeceou na trave esquerda de Courtois. No rebote, Habib Diarra empurrou para as redes: 1 a 0. O gol traduzia a superioridade da equipe africana em campo.

Apesar da desvantagem e da inédita camisa azul clara com bolinhas rosas, o time do técnico Rudi Garcia não conseguia reagir. Senegal mantinha o controle. Aos 36 minutos, Sadio Mané finalizou em triangulação rápida, mas Courtois defendeu.

A Bélgica só mostrou sinais de vida no final da etapa inicial. Aos 42, Doku recebeu de De Bruyne e chutou, a bola desviou na zaga e Diaw precisou se esticar. Aos 44, um chute forte de De Cuyper, de fora da área, forçou o goleiro senegalês a espalmar para escanteio. A esperança belga era de uma mudança no segundo tempo.

Virada Belga e o Pênalti do VAR

O vestiário não trouxe alívio para a Bélgica. Aos cinco minutos da segunda etapa, Ismaila Sarr foi lançado, invadiu a área e fuzilou Courtois, ampliando para 2 a 0. A situação belga se complicava de vez.

O técnico Rudi Garcia fez substituições que alteraram o jogo. As saídas de De Bruyne e Doku, e a entrada de Lukaku no lugar de De Ketelaere no ataque, injetaram novo gás. Tielemans acertou a rede pelo lado de fora. Lukebakio arriscou, mas sem sucesso.

Aos 40 minutos do segundo tempo, Lukaku conseguiu o primeiro. Em um cruzamento rasteiro, o centroavante se antecipou à zaga e desviou para o gol: 2 a 1. A diferença caía.

Três minutos depois, o empate. Aos 43, em levantamento para a área, o goleiro Diaw saiu atabalhoado. Tielemans aproveitou e cabeceou para a meta vazia: 2 a 2. A Bélgica, revigorada, forçava a prorrogação.

No tempo extra, o treinador de Senegal, Pape Thiaw, retirou Sadio Mané, principal estrela do time, para a entrada de Nicolas Jackson. A primeira etapa da prorrogação foi marcada pela cautela, sem chances claras de gol. A Bélgica, contudo, passou a ter mais posse de bola e frequentar o campo de ataque.

No segundo tempo da prorrogação, Mbaye desperdiçou uma boa chance para Senegal. Bara Ndiaye arriscou um chute rasteiro, defendido por Courtois. Pelo lado belga, Lukebakio teve a bola da vitória: recebeu livre na área, ajeitou e chutou forte. A bola explodiu no travessão de Diaw e saiu.

O lance crucial veio nos momentos finais. O VAR entrou em ação, acusando um pênalti por falta de Camara em Tielemans dentro da área. O árbitro hondurenho Said Martínez revisou a jogada e confirmou a penalidade aos 120 minutos.

Tielemans, frio, deslocou o goleiro e marcou: 3 a 2. A virada, que parecia improvável, estava consumada. A Bélgica avança para as oitavas de final e enfrentará na próxima segunda-feira (6) o vencedor do confronto entre Estados Unidos e Bósnia Herzegovina.

Ficha técnica

Quarta-feira, 2 de julho de 2026

BÉLGICA 3 x 2 SENEGAL

Local: Seattle (Estados Unidos)

Juiz: Said Martínez (Honduras)

Público: 66.925

Bélgica: Courtois, Castagne, Mechele, Theate e De Cuyper (Meunier); Tielemans, Vanaken (Moreira), Trossard (Onana), De Bruyne (Raskin) e Doku (Lukebakio); De Ketelaere (Lukaku). T: Rudi Garcia.

Senegal: Diaw, Diatta, Ciss, Niakhaté e Jakobs (Diouf); Habib Diarra (Pape Sarr), Idrissa Gueye (Bara Ndiaye) e Pape Gueye (Camara); Iliman Ndiaye (Mbaye), Ismaila Sarr e Mané (Jackson). T: Pape Thiaw.

Gols: No 1º tempo: Habib Diarra (24). No 2º tempo: Ismaila Sarr (5). No 2º tempo: Lukaku (40) e Tielemans (43). No 2º tempo da prorrogação: Tielemans (pên.) (20).

Contexto

A virada da Bélgica sobre Senegal na Copa do Mundo de 2026 sublinha a imprevisibilidade do futebol e o impacto crescente de tecnologias como o VAR em momentos decisivos. Para a Bélgica, que há anos convive com a expectativa em torno de sua “geração de ouro” (e agora sua “nova geração”), superar um desafio tão grande pode ser um impulso de confiança para as fases finais do torneio. Para Senegal e outras seleções africanas, a performance robusta até o empate mostra a evolução e competitividade do futebol do continente, mesmo que o resultado final tenha sido amargo. O episódio também reforça o papel do VAR como um agente transformador, capaz de mudar o destino de partidas nos últimos segundos, gerando debates contínuos sobre sua aplicação e os limites da intervenção tecnológica no esporte.

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