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Folha Jundiaiense

Cristo Redentor ganha novas escadas e elevadores para melhor acesso

A Petrobras e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) fecharam nesta quarta-feira (1º) um acordo de cooperação ambiental focado na gestão do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. A iniciativa principal modernizará o acesso ao Cristo Redentor, substituindo quatro escadas rolantes e instalando dois novos elevadores inclinados, visando acessibilidade e eficiência na operação de um dos maiores símbolos turísticos do Brasil.

A estatal petrolífera destinará R$ 15 milhões para a aquisição e instalação dos novos equipamentos. O ICMBio, por sua vez, coordenará a execução e fiscalização das obras.

Os trabalhos começam em agosto. A previsão de conclusão é maio de 2027.

Durante o período de intervenção, o fluxo de visitantes ao monumento terá redução. O objetivo é garantir a segurança e o andamento das obras sem maiores entraves.

A instalação dos elevadores inclinados representa um avanço para inclusão. Pessoas com deficiência, idosos e visitantes com mobilidade reduzida terão mais facilidade de acesso à estátua.

Parque Nacional da Tijuca: Gestão Compartilhada Amplia Ações

No mesmo dia, a Prefeitura do Rio de Janeiro e o ICMBio formalizaram um termo de cooperação para a gestão compartilhada do Parque Nacional da Tijuca. O acordo prevê ações integradas de ordenamento público, conservação ambiental e proteção do patrimônio histórico, cultural e paisagístico da unidade de conservação.

A colaboração integra diferentes esferas de governo para um objetivo comum. O parque, uma das maiores florestas urbanas do mundo, exige uma abordagem multifacetada para sua manutenção.

O prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, declarou que a parceria otimiza a atuação das instituições. “Esse termo permite que a prefeitura, o Ministério do Meio Ambiente, o ICMBio e a administração do Parque Nacional da Tijuca atuem de forma integrada, dentro de um acordo de cooperação técnica”, afirmou Cavaliere.

O acordo terá vigência de cinco anos. Envolve a participação de pelo menos 19 órgãos municipais, incluindo secretarias, fundações e companhias. Um plano de trabalho detalhado definirá metas, cronograma e indicadores de desempenho para cada ação.

A cooperação fortalece a proteção de uma unidade de conservação urbana de importância global.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima em exercício, João Paulo Ribeiro Capobianco, destacou o caráter construtivo da iniciativa. “Hoje estamos aqui, todos juntos, construindo uma solução. É um exercício de cidadania”, disse Capobianco.

Impacto Direto na Cidade e para o Visitante

Com a parceria, a prefeitura ampliará significativamente os serviços de conservação e infraestrutura dentro do parque. Isso inclui limpeza regular, poda de árvores, melhoria da drenagem e manutenção da iluminação pública. A deterioração de áreas frequentadas por turistas e moradores, como trilhas e mirantes, tende a diminuir.

A Guarda Municipal intensificará o ordenamento em pontos de grande circulação. Áreas como a Vista Chinesa, Pedra Bonita e o Mirante Dona Marta receberão maior atenção. O combate ao estacionamento irregular, um problema recorrente que afeta a fluidez e a segurança, será reforçado.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima assume frentes importantes. Fará o monitoramento da cobertura vegetal por satélite, o que permite identificar e agir rapidamente contra desmatamentos ou áreas degradadas. Também promoverá o reflorestamento de áreas no entorno e desenvolverá ações de educação ambiental, ampliando a visita de estudantes da rede municipal ao parque. Essas medidas são estratégicas para a saúde ecológica do local e para a conscientização da população.

Contexto

O Parque Nacional da Tijuca, criado em 1961, é a maior floresta urbana replantada do mundo e um patrimônio ambiental e cultural do Rio de Janeiro. Sua gestão envolve desafios complexos, como a conservação de uma vasta biodiversidade, o controle da ocupação irregular e a administração do turismo de massa, especialmente em locais como o Cristo Redentor. A necessidade de modernizar infraestruturas e coordenar ações entre diferentes esferas governamentais e empresas é uma resposta à demanda por maior eficiência e sustentabilidade na manutenção de um dos principais cartões-postais do país.

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