Pesquisar

Taxas do Tesouro IPCA+ caem após prévia do PIB decepcionante

Desempenho dos títulos reflete expectativas de cortes na Selic em 2026

Taxas do Tesouro IPCA+ caem após prévia do PIB decepcionante
Desempenho do Tesouro Direto reflete a economia brasileira. Foto: Adriano Machado

Taxas dos títulos do Tesouro IPCA+ caem após divulgação de dados fracos do PIB.

Desempenho misto dos títulos do Tesouro Direto

As taxas dos títulos do Tesouro Direto abriram com desempenho misto nesta segunda-feira (17), revertendo a alta registrada na sexta-feira (14). O mercado reagiu à redução das apostas sobre cortes de juros nos Estados Unidos em dezembro, mas as expectativas mudaram com a divulgação do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br).

PIB decepcionante e suas consequências

O IBC-Br, divulgado nesta manhã, apresentou uma queda de 0,2% em setembro na comparação dessazonalizada, pior do que a projeção de queda de 0,10% segundo a pesquisa da Reuters. Este resultado reforçou a percepção de desaceleração da economia brasileira, levando a uma queda nos juros futuros e nos rendimentos dos títulos públicos. A reação do mercado a esses dados foi rápida, refletindo a preocupação com a saúde econômica do país.

Declarações do presidente do Banco Central

Na última quarta-feira, durante um evento em são paulo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que os dados recentes sugerem que a economia brasileira está desacelerando. Ele afirmou que a política monetária está começando a mostrar efeitos, mas de maneira gradual. Essas declarações contribuem para aumentar as expectativas do mercado sobre a possibilidade de cortes na Selic já no primeiro trimestre de 2026.

Taxas dos títulos prefixados e indexados

Entre os papéis prefixados, as taxas se mantiveram praticamente estáveis na abertura. O Tesouro Prefixado 2028 continuou em 12,86% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2032 oscilou de 13,44% para 13,45%. O título com juros semestrais e vencimento em 2035 passou de 13,61% para 13,62%. Por outro lado, os títulos indexados à inflação apresentaram uma queda mais visível. O Tesouro IPCA+ 2050 recuou de 6,81% para 6,78%, enquanto o IPCA+ 2029 permaneceu em 7,74% e o IPCA+ 2040 ficou em 7,05%. O IPCA+ com juros semestrais de 2035 caiu de 7,36% para 7,31%.

Expectativa do mercado

Os investidores continuam atentos aos dados econômicos que poderão influenciar as decisões futuras do Banco Central. A expectativa é de que a política monetária passe por ajustes em resposta à desaceleração econômica, o que pode afetar diretamente as taxas de juros e a rentabilidade dos títulos do Tesouro. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será crucial para definir os rumos da taxa Selic nos próximos meses, especialmente diante de um cenário econômico desafiador.

Leia mais

Destaques

plugins premium WordPress