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Folha Jundiaiense

Tarcísio defende planejamento em megaoperação no RJ

Governador de SP afirma que operação foi bem executada e lamenta mortes de policiais

Tarcísio de Freitas afirma que a megaoperação no RJ foi bem planejada, apesar das 121 mortes, e destaca a necessidade de enfrentar o crime organizado.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (6) que a megaoperação no Rio de Janeiro — que deixou 121 mortos, entre eles quatro agentes de segurança — foi bem planejada e executada. “Tive bastante contato com o Cláudio Castro (PL) nesse período, até para prestar apoio, prestar solidariedade, porque eu acho que tem que ter muita coragem para fazer esse enfrentamento”, disse Tarcísio em entrevista ao “Flow Podcast”.

Contexto da operação

Segundo o chefe do Executivo paulista, “não houve registro de civis atingidos ou de balas perdidas” durante a operação. No entanto, dados do Instituto Fogo Cruzado apontam três casos de vítimas por projéteis dispersos: um homem em situação de rua, uma mulher ferida dentro de uma academia e outro homem baleado em um ferro-velho. Tarcísio destacou que o Estado NÃO PODE deixar a população das comunidades à própria sorte, evidenciando uma “perda de soberania” do Estado sobre determinados territórios.

Estratégia utilizada

Ele explicou que a operação seguiu a estratégia conhecida, chamada “Martelo e Bigorna”, onde o território foi dividido em várias unidades. Essas unidades avançaram expulsando os criminosos das áreas onde estavam, com o objetivo de evitar confrontos que pudessem gerar efeitos colaterais para a população civil. O governador lamentou as mortes de policiais, mas enfatizou que não combater o crime organizado seria uma “derrota maior”. “Quando morre um policial, isso dói. Dói em quem está na linha de frente, em quem comanda a Polícia Militar”, afirmou.

Opinião pública

Tarcísio também mencionou que a operação teve aprovação majoritária da população nas pesquisas de opinião, com 55,2% dos brasileiros apoiando a ação. Ele contextualizou ações anteriores de sua gestão, como as operações Escudo e Verão, e destacou a necessidade de enfrentar o crime organizado, citando casos de expansão do crime em outras regiões do país. “O que está acontecendo em algumas cidades do Nordeste, no Ceará por exemplo, é muito grave”, concluiu.

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