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STF discorda do PL da dosimetria, mas se sente impotente para agir

A proposta que reduz penas para atos antidemocráticos gera controvérsia entre ministros do Supremo

STF discorda do PL da dosimetria, mas se sente impotente para agir
Fachada do Supremo Tribunal Federal. Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

A ala do STF critica o PL da dosimetria, mas se sente impotente diante da decisão do Congresso.

STF e a controvérsia sobre o PL da dosimetria

Uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) discorda do PL da dosimetria, que visa a redução de penas para envolvidos em atos antidemocráticos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os ministros se veem de “mãos atadas” diante da deliberação do Congresso Nacional, que aprovou o projeto por 291 votos a 148 na madrugada de quarta-feira, 10 de outubro.

Implicações da aprovação do PL da dosimetria

Com a possível transformação do PL da dosimetria em lei, o Supremo Tribunal terá a responsabilidade de aplicar as mudanças, a pedido das defesas. Isso se deve ao princípio legal que garante que normas mais benéficas aos réus devem retroagir, o que gera uma sensação de impotência entre os ministros da Corte.

Reações no STF e o sentimento de decepção

Muitos ministros expressam decepção com a ideia de que a severidade das penas, que consideram essencial para desestimular ataques à democracia, poderá ser reduzida. A leitura predominante é de que a rigidez das penalidades funciona como uma “vacina” contra novos incidentes como o de 8 de janeiro.

O papel do Congresso na definição de penas

Nos bastidores, o debate gira em torno da responsabilidade do Congresso na definição das penas. Embora o STF tenha decidido condenar os réus, as penas foram calculadas com base nas normas legislativas vigentes, que refletem decisões passadas do Legislativo. Assim, mesmo entre aqueles que veem a redução como um retrocesso, há um reconhecimento de que cabe ao Congresso estabelecer as penalidades. Isso torna difícil argumentar a favor da inconstitucionalidade do PL.

Diferença entre redução de penas e anistia

O cenário seria diferente se o Congresso optasse por conceder uma anistia aos condenados. Nesse caso, um perdão total das penas provavelmente seria contestado pelo STF, por ferir os princípios do Estado Democrático de Direito, que são cláusulas pétreas da Constituição. A distinção entre reduzir penas e conceder anistia é um ponto crucial no debate atual.

O que vem a seguir?

Agora, o projeto segue para análise do Senado Federal, onde novas discussões devem ocorrer. A espera por um posicionamento definitivo do Senado poderá definir o futuro das penas relacionadas a atos antidemocráticos no Brasil. Enquanto isso, o STF continuará a acompanhar as deliberações e a preparar-se para a aplicação das novas normas, que podem impactar significativamente o cenário jurídico do país.

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