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Folha Jundiaiense

Simone Tebet descarta aumento na taxação de dividendos em 2026

Ministra do Planejamento afirma que nova política de IR é um avanço para a classe média

Simone Tebet descarta aumento na taxação de dividendos em 2026
Ministra Simone Tebet durante coletiva. Foto: Adriano Machado

Ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirma que não haverá aumento na taxação de dividendos em 2026.

Simone Tebet e a taxação de dividendos em 2026

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, reafirmou que o governo brasileiro descarta qualquer aumento na taxação de dividendos em 2026. Em uma recente entrevista, a ministra destacou que a nova política do Imposto de Renda é um avanço significativo para a classe média, especialmente com a isenção para aqueles que ganham até R$ 5 mil, considerada uma promessa de campanha cumprida pelo presidente Lula.

Expectativa fiscal e políticas tributárias

Em suas declarações, Tebet ressaltou que a decisão de não ampliar a cobrança sobre dividendos, que atualmente incide apenas sobre aqueles que recebem acima de R$ 50 mil mensais, está alinhada com a expectativa de estabilidade fiscal para o próximo ano. “Não há, neste momento, nenhuma necessidade de mudanças, a não ser que surjam situações excepcionais, como uma pandemia ou uma crise internacional”, afirmou.

Projeções futuras e impacto no mercado

A ministra também se mostrou otimista quanto à atração de capital estrangeiro mesmo com a possibilidade de aumento de impostos no futuro. Segundo ela, o movimento de queda dos juros nos Estados Unidos e o diferencial ainda favorável dos retornos em mercados emergentes devem continuar a incentivar investimentos no Brasil.

Justiça tributária e benefícios

Tebet defendeu a nova faixa de isenção do Imposto de Renda, afirmando que o governo trabalhou por três anos para encontrar espaço fiscal que garantisse neutralidade tributária. Estima-se que cerca de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados com essa mudança, ao passo que apenas 140 mil contribuintes, que anteriormente não pagavam impostos sobre sua renda, passarão a contribuir, representando o que a ministra chamou de “justiça tributária”.

Políticas de redução da desigualdade

Por fim, a ministra classificou o aumento real do salário mínimo e a ampliação da isenção do IR como as principais políticas de redução de desigualdade promovidas pelo governo do presidente Lula. Ela também comentou que futuros candidatos à Presidência poderão propor novas correções na tabela do IR, desde que indiquem claramente a origem dos recursos necessários para manter o equilíbrio fiscal.

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