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Folha Jundiaiense

Seleção dos EUA goleia Paraguai por 4 a 1 na estreia da Copa do Mundo

Os Estados Unidos iniciaram sua campanha na Copa de 2026 com uma goleada de 4 a 1 sobre o Paraguai. O jogo aconteceu no ultramoderno Sofi Stadium, em Los Angeles, palco de uma vitória convincente em campo e de um espetáculo musical que precedeu a bola rolar, em um evento marcado por preços de ingressos altíssimos que geraram debate.

O valor mínimo para assistir à estreia americana atingiu 1.120 dólares, equivalente a aproximadamente 5.500 reais. Setores VIP, mais próximos do campo, foram comercializados por até 1.940 dólares, cerca de 9.500 reais, nos canais oficiais da FIFA.

A poucas horas do confronto, mais de 4.400 ingressos ainda estavam disponíveis. Em portais secundários de revenda, os preços caíram, mas mantiveram-se em patamares elevados: 800 dólares, cerca de 4.050 reais. Um custo que dificultou o acesso de muitos torcedores, especialmente os paraguaios.

Para a torcida do Paraguai, o investimento pesado resultou em frustração. Viram a seleção ter uma atuação discreta e serem amplamente dominados. A conhecida máxima “quem converte não se diverte”, ironicamente, nem precisou ser aplicada em relação ao câmbio para que a decepção fosse completa. A diversão ficou restrita aos anfitriões.

Megaespetáculo Antes do Apito Inicial

A cerimônia de abertura para o público norte-americano transformou o Sofi Stadium em um anfiteatro global. O evento, com uma hora e meia de duração antes do jogo, buscou atrair uma audiência ampla, unindo música e esporte.

A sul-africana Tyla, a brasileira Anitta, o rapper Rema e a cantora de K-Pop Lisa formaram um quarteto que animou as arquibancadas ainda com alguns espaços vazios. A performance sublinhou a fusão cultural que a Copa 2026 pretende celebrar.

Mais perto da partida, a californiana Katy Perry cantou uma única canção tema. Nesse momento, o público já preenchia as galerias, formando um mar de vermelho e branco em apoio aos Estados Unidos. A FIFA divulgou o total de 70.492 presentes, uma casa cheia que testemunhou o show e a partida.

O foco em grandes nomes da música reflete a estratégia da organização para popularizar o “soccer” em um mercado com forte cultura de espetáculos. A intenção é engajar uma nova geração de fãs, acostumados a eventos de grande porte.

Domínio Tático e Gols em Série

O confronto entre os treinadores argentinos Maurício Pochettino (Estados Unidos) e Gustavo Alfaro (Paraguai) prometia um duelo tático. Em campo, a festa americana continuou desde o primeiro minuto.

O placar abriu cedo, aos 6 minutos. Pulisic, destaque do Milan, invadiu a área. McKennie rolou. A bola desviou no pé do paraguaio Bobadilla e enganou o goleiro, um gol contra que colocou os americanos em vantagem de 1 a 0.

Os Estados Unidos não diminuíam a pressão. Aos 15, o lateral-direito Dest desperdiçou uma boa oportunidade ao adiantar demais a bola. Aos 27, Balogun chegou a balançar as redes, mas o lance foi corretamente anulado por impedimento.

Aos 30, não teve erro. Balogun recebeu um cruzamento rasteiro na área e finalizou de primeira, no canto do goleiro Gill. Fez o 2 a 0, consolidando o controle americano na primeira etapa. A intensidade dos anfitriões era avassaladora.

Ainda antes do intervalo, Richards quase marcou de cabeça aos 37. Tillman, aos 42, chutou em cima de Gill em nova chance clara. A superioridade era manifesta, com o Paraguai sem conseguir sequer respirar com a bola.

Nos acréscimos do primeiro tempo, o artilheiro Balogun brilhou novamente. Lançado em profundidade, driblou o zagueiro e chutou no ângulo. Um golaço que selou o 3 a 0, mostrando a capacidade ofensiva do time de Pochettino e a fragilidade defensiva paraguaia.

Paraguai Tenta Reagir, mas Sem Força

Com a vitória garantida, os Estados Unidos reduziram o ritmo na segunda etapa. Maurício Pochettino aproveitou para poupar Pulisic e Balogun, peças-chave para o próximo jogo contra a Austrália, em Seattle, no dia 19 de junho.

A partida, então, perdeu em intensidade e qualidade. O Paraguai, repleto de jogadores conhecidos do Campeonato Brasileiro, não conseguia organizar jogadas de perigo, sofrendo para impor qualquer ritmo. A falta de um plano B ofensivo era evidente.

Aos 27 minutos do segundo tempo, o Paraguai conseguiu seu gol de honra. O brasileiro naturalizado paraguaio Maurício recebeu livre na entrada da área e chutou cruzado, vencendo o goleiro Freese. O placar ficou 3 a 1.

Os americanos ainda tiveram mais oportunidades. Tillman chutou mal, e Pepi, a poucos metros do gol, desperdiçou outra chance clara. A ineficácia não faria falta, porém.

Aos 52 minutos, Reyna invadiu a área e, com um toque de trivela, colocou a bola no canto da rede. Um golaço que fechou o placar em 4 a 1, confirmando a estreia imponente dos anfitriões.

A vitória mostra que os Estados Unidos possuem um time respeitável, capaz de fazer uma boa campanha em casa e, quem sabe, impulsionar o interesse pelo futebol. Para o Paraguai, a recuperação se torna obrigatória no dia 19 de junho, contra a Turquia, em São Francisco, pela segunda rodada do Grupo D.

Ficha Técnica

Estados Unidos 4 x 1 Paraguai

  • Data: Sexta-feira, 12 de junho de 2026
  • Local: Sofi Stadium, Los Angeles (Estados Unidos)
  • Árbitro: Danny Desmond Makkelie (Holanda)
  • Público: 70.492 pessoas
  • Gols: No 1º Tempo: Bobadilla (contra, 6′), Balogun (30′, 49′). No 2º Tempo: Maurício (27′), Reyna (52′)
  • Estados Unidos: Freese; Dest (Weah), Richards, Robinson, Ream e Freeman; Adams, McKennie e Tillman (Reyna); Pulisic (Berhalter) e Balogun (Pepi). Técnico: Maurício Pochettino.
  • Paraguai: Gill; Alderete, Cáceres (Velazquez), Gustavo Gómez e Júnior Alonso; Diego Gómez (Gamarra), Almirón (Sosa), Cubas e Bobadilla (Maurício); Sanabria (Arce) e Enciso. Técnico: Gustavo Alfaro.

Contexto

A Copa do Mundo de 2026, co-organizada pelos Estados Unidos, Canadá e México, representa uma expansão estratégica para o futebol no continente americano. A precificação dos ingressos, em patamares que superam o usual para fases de grupos, reflete uma operação comercial que visa maximizar lucros em um mercado de alto poder aquisitivo, mas onde o “soccer” ainda compete com esportes já consolidados. A inclusão de shows de artistas globais no pré-jogo demonstra um esforço contínuo da FIFA e dos organizadores locais em transformar o evento em um espetáculo de entretenimento multifacetado, com o objetivo de capturar a atenção de um público diversificado e fortalecer a cultura do futebol a longo prazo na região.

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