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Folha Jundiaiense

Japão e Holanda empatam em jogo decisivo pelo Grupo F da Copa

A Copa do Mundo no Grupo F teve um início eletrizante. Em Dallas, nos Estados Unidos, Japão e Holanda empataram em 2 a 2 neste domingo (14), com todos os gols marcados apenas no segundo tempo da partida.

O resultado distribui um ponto para cada seleção. Tanto a Holanda, conhecida como Laranja Mecânica, quanto os Samurais Azuis do Japão somam agora um ponto na tabela. As outras equipes do grupo, Suécia e Tunísia, se enfrentam ainda hoje, às 23h (horário de Brasília), no El Gigante de Acero, em Monterrey, México.

A performance dessas equipes ganha relevância imediata: os times que avançarem em primeiro ou segundo no Grupo F podem cruzar o caminho da Seleção Brasileira. Para isso, o Brasil também precisa garantir sua classificação como líder ou vice-líder de sua própria chave.

Equilíbrio Tático em Dallas

O primeiro tempo, em Dallas, surpreendeu pela intensidade, mesmo sem gols. A Holanda ditou o ritmo, mantendo 59% da posse de bola. Pressionou o goleiro japonês Zion Suzuki, que precisou intervir três vezes para evitar o pior.

A melhor oportunidade holandesa surgiu logo aos dois minutos. O atacante Donyell Malen girou sobre a marcação dentro da área e finalizou forte, exigindo uma grande defesa de Suzuki.

O Japão adotou uma estratégia clara de contra-ataques. Tentava acelerar as trocas de passes ao recuperar a bola, mas a pressa gerou mais erros forçados, dez contra seis dos holandeses. Mesmo assim, criaram chances: o lateral-esquerdo Keito Nakamura e o atacante Ayase Ueda chutaram, mas a bola parou na rede pelo lado de fora.

Gols e Reviravoltas na Etapa Final

Os europeus voltaram do intervalo com mais agressividade. Aos cinco minutos da segunda etapa, a Laranja Mecânica abriu o placar. Após um escanteio parcialmente afastado pela defesa japonesa, o volante Ryan Gravenberch dominou na intermediária. Ele levantou a bola na área, onde o zagueiro Virgil Van Dijk subiu de cabeça, acertando o canto esquerdo de Suzuki.

A vantagem holandesa, no entanto, durou pouco. Seis minutos após o gol de Van Dijk, o Japão respondeu. Em uma jogada rápida pela esquerda, Nakamura tabelou com o meia Takefusa Kubo. Entrou na área e chutou rasteiro. A bola desviou no zagueiro Jan Paul Van Hecke e tirou qualquer chance do goleiro Bart Verbruggen. O empate animou os Samurais Azuis.

Mas a Holanda não cedeu a dianteira. Aos 18 minutos, em mais uma jogada trabalhada pelo meio-campo, Gravenberch encontrou Crysencio Summerville pela direita. O atacante, estreante em convocações para a seleção na Copa do Mundo, não hesitou. Ele invadiu a área e arrematou cruzado, acertando o cantinho do gol japonês, colocando os holandeses novamente à frente.

Com as substituições, o Japão intensificou a pressão. Passou a ocupar o campo holandês, buscando o ataque, mas com dificuldades na finalização. O atacante Memphis Depay, do Corinthians, entrou aos 24 minutos, mas o camisa 10 pouco produziu e ainda recebeu cartão amarelo.

A insistência japonesa, porém, prevaleceu. Aos 43 minutos do segundo tempo, em um escanteio cobrado pelo meia Junya Itu, o atacante Koki Ogawa subiu mais alto que a zaga. Sua cabeçada desviou em Daichi Kamada e encontrou as redes. O gol, atribuído a Ogawa, sacramentou o empate em 2 a 2.

Os holandeses, que pareciam controlar a vantagem mínima, acusaram o golpe. Tentaram uma reação final, sem sucesso. O apito encerrou a partida com a festa japonesa em campo, contrastando com a visível frustração da equipe laranja.

Na próxima rodada, a Holanda permanece nos Estados Unidos para enfrentar a Suécia. O jogo será no próximo sábado (20), às 14h, em Houston. Já o Japão viaja para o México, onde encara a Tunísia em Monterrey. A bola rola à 1h do domingo (21).

Contexto

Empates em aberturas de grandes torneios como a Copa do Mundo podem ter implicações significativas para o avanço das equipes. Um resultado como 2 a 2, especialmente com reviravoltas tardias, distribui pontos, mas também impacta a confiança e o planejamento tático para as rodadas seguintes. A busca pela liderança do grupo ganha importância em fases eliminatórias, onde o cruzamento com adversários de menor ou maior força pode definir o futuro na competição. A natureza imprevisível do futebol, onde gols nos últimos minutos alteram completamente o cenário, reforça a necessidade de concentração e resiliência até o apito final.

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