Pesquisar
Folha Jundiaiense

Resultados fracos da Hapvida (HAPV3) no 3T25 levam a revisões de expectativas

Desempenho abaixo do esperado gera reavaliações de analistas, incluindo o JPMorgan

Resultados fracos da Hapvida (HAPV3) no 3T25 levam a revisões de expectativas
Hospital da Hapvida. Foto: Divulgação Hapvida

Hapvida registra resultados decepcionantes no 3T25, levando a cortes nas estimativas e rebaixamento de ações.

Resultados do 3T25 da Hapvida (HAPV3) surpreendem negativamente

Os resultados do terceiro trimestre de 2025 da Hapvida (HAPV3), apresentados na última quarta-feira (12), foram considerados decepcionantes pelo mercado. A operadora de saúde registrou um lucro líquido em torno de R$ 338 milhões, o que gerou uma onda de revisões por parte de analistas financeiros.

A dívida líquida da empresa subiu para R$ 4,250 bilhões, um aumento de 3,7% em relação ao ano anterior. Essa elevação na dívida resultou em uma alavancagem de 1 vez, com um pequeno aumento de 0,01 vez comparado ao mesmo período do ano passado. A sinistralidade caixa, por sua vez, alcançou 75,2%, refletindo uma maior utilização sazonal e a abertura de novas unidades.

Margens e Ebitda sob pressão

O Goldman Sachs destacou que o Ebitda ajustado recorrente foi de R$ 613 milhões, uma queda de 20% em relação ao trimestre anterior e 27% abaixo das expectativas. A margem Ebitda ajustada caiu para 7,9%, inferior à estimativa de 10,7%. Essa deterioração foi atribuída a uma piora no índice de sinistralidade médica e custos fixos elevados, além de despesas administrativas e de vendas mais fracas.

O fluxo de caixa livre também apresentou números negativos, totalizando R$ 234 milhões, e a empresa perdeu 24 mil beneficiários na região metropolitana de são paulo, evidenciando a intensa concorrência e dificuldades com novos sistemas operacionais.

Análises e reações do mercado

O BTG Pactual afirmou que a Hapvida enfrentou um trimestre desafiador, com uma combinação de fatores negativos, incluindo um MLR acima do esperado e um fluxo de caixa livre insatisfatório. A receita líquida cresceu 6% em relação ao ano anterior, mas ficou 1% abaixo do que era esperado.

O lucro líquido ajustado foi de R$ 204 milhões, representando uma queda de 34% em relação ao que o mercado projetava. O JPMorgan, por sua vez, rebaixou sua recomendação de overweight para neutra, reduzindo o preço-alvo de R$ 52 para R$ 39, destacando a pressão contínua sobre as operações da empresa.

Desafios futuros e perspectivas

O cenário competitivo permanece complicado, especialmente com a Amil adotando uma postura comercial mais agressiva. O JPMorgan acredita que a empresa terá que fazer investimentos estruturais significativos para melhorar sua capacidade e qualidade de serviço, mas essas melhorias ainda não se refletem em um crescimento robusto de beneficiários.

Com a expectativa de que os números do 3T25 continuem a impactar a percepção do mercado, a Hapvida poderá enfrentar dificuldades para recuperar sua lucratividade e posição competitiva nos próximos trimestres.

Assim, a revisão das estimativas de Ebitda para 2026 foi reduzida em 20%, indicando um cenário de cautela em relação ao futuro da empresa no setor de saúde.

Leia mais

Destaques

plugins premium WordPress