Base bolsonarista se dispersa após prisão do ex-presidente por violação de tornozeleira

A prisão de Jair Bolsonaro resultou em uma mobilização dispersa de seus apoiadores em Brasília.
Prisão preventiva de Jair Bolsonaro mobiliza poucos apoiadores
A prisão preventiva de Jair Bolsonaro, ocorrida no último sábado, 22, por violação da tornozeleira eletrônica, pegou a base bolsonarista em um momento de dispersão e dificuldades para organizar uma resposta. Com uma pena de 27 anos e três meses em jogo, muitos apoiadores enfrentam dificuldades para criar uma estratégia coesa contra a narrativa de que o ex-presidente tentava fugir da justiça.
Mobilização em frente à Polícia Federal
A movimentação de apoiadores em frente à Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal, foi marcada pela presença de pequenos grupos ao longo do dia. O clima de desânimo foi palpável, com a adesão em massa não se concretizando. O senador Flávio Bolsonaro, preocupado com a situação, pediu aos apoiadores que se concentrassem em frente ao condomínio do ex-presidente, a 20 quilômetros de distância, ao invés de permanecer nas imediações da PF.
Atitude da defesa e repercussão entre os aliados
A defesa de Jair Bolsonaro deverá considerar a possibilidade de apelar para uma revisão criminal após o encerramento do processo, conforme indicaram fontes próximas. Um vídeo que integra o processo mostra a tornozeleira eletrônica danificada, evidenciando que o ex-presidente admitiu ter cometido a infração, afirmando ter “metido um ferro quente aqui”. O acesso à Superintendência da PF foi restrito, permitindo apenas a entrada de advogados e pessoas autorizadas, o que limitou ainda mais a presença de aliados políticos.
Reações da oposição e planos futuros
Entre os poucos presentes, destacaram-se os deputados Hélio Lopes e Bia Kicis, que fizeram declarações breves criticando a decisão judicial que resultou na prisão de Bolsonaro. A situação foi ainda mais complicada pelo fato de que muitos dos principais aliados estavam fora de Brasília durante o feriado prolongado. O deputado Luciano Zucco, líder da oposição na Câmara, anunciou que ele e outros se deslocariam rapidamente para a capital federal para prestar apoio ao ex-presidente e à sua família, não aceitando que o Brasil se tornasse um país onde a vingança política prevalece sobre a legalidade.
Vigília e decisões judiciais
Uma vigília, que tinha como objetivo “orar pela saúde de Bolsonaro e pelo retorno da democracia no País”, foi mencionada na decisão do ministro Moraes, que considerou que tal ato poderia dificultar a fiscalização das medidas cautelares. Essa decisão reflete o clima tenso e as dificuldades que a base bolsonarista enfrenta neste momento crítico, onde a mobilização e a estratégia são essenciais para a defesa do ex-presidente.