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Folha Jundiaiense

Petrobras envia representantes de segundo escalão para COP30

Companhia enfrenta críticas e protestos por exploração na Foz do Amazonas

Petrobras, alvo de protestos, enviou apenas o segundo escalão para a COP30; críticas se intensificam pela exploração na Foz do Amazonas.

Durante a COP30 em Belém, a Petrobras se tornou o foco de protestos e críticas devido ao seu projeto de exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas. Alvo de descontentamento, a empresa optou por enviar apenas seu segundo escalão ao evento, sem a presença de sua presidente, Magda Chambriard, ou dos diretores-executivos. A diretora global de Descarbonização e Mudança Climática, Viviane Canhão, será a principal representante da maior estatal brasileira.

Viviane Canhão participará no próximo sábado (15) de um painel intitulado “Descarbonização da indústria de O&G: principais resultados e perspectivas”. Este painel contará com a presença de altos executivos do setor, como Verônica Coelho, presidente da norueguesa Equinor no Brasil, e Roberto Ardenghy, do Instituto Brasileiro de Petróleo. A Petrobras também terá participação em outros três painéis, embora sua presença na reunião do embaixador André Corrêa do Lago — programada para o dia 14, um dos principais debates do evento — não esteja confirmada.

A decisão de não enviar a presidente da Petrobras foi tomada para evitar constrangimentos durante a COP30, especialmente considerando a recente licença concedida pelo Ibama para a exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Essa licença, obtida apenas 15 dias antes do início da conferência, se opõe diretamente aos objetivos da COP, que incluem a transição global para energias mais limpas e a redução do uso de combustíveis fósseis. A situação fez com que a Petrobras se tornasse um alvo fácil para críticas e protestos por parte de ONGs e movimentos sociais.

A Petrobras, em nota, ressaltou sua participação nos eventos preparatórios da COP30, afirmando que enviou executivos altamente capacitados. A empresa também destacou que os representantes estão credenciados para a Zona Azul, a área oficial da conferência. Este posicionamento visa mostrar o compromisso da companhia em contribuir para os debates sobre clima e energia, apresentando iniciativas concretas e um plano de investimentos que busca equilibrar segurança energética, desenvolvimento econômico e responsabilidade climática.

A ausência de representantes de alto escalão da Petrobras em um evento de tal magnitude pode afetar a imagem da empresa, especialmente em um momento em que as discussões sobre a transição energética estão em alta. Com uma agenda focada na descarbonização, a COP30 representa uma oportunidade para a Petrobras se alinhar com as expectativas globais e mostrar seu comprometimento com práticas sustentáveis. Contudo, a exploração na Foz do Amazonas ainda permanece como um ponto crítico em sua trajetória, atraindo a atenção de diversos grupos e protestos que pretendem fazer ecoar suas preocupações durante a conferência.

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