Deputado afirma que não aceitará emendas na proposta que reduz penas por atos antidemocráticos

Paulinho da Força exige que o PL vote o texto original da dosimetria sem emendas.
Paulinho da Força e a dosimetria: um projeto polêmico
Relator do projeto de lei da dosimetria, que visa reduzir as penas para envolvidos em atos antidemocráticos, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou recentemente que está aguardando um telefonema do Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Este contato é considerado crucial para selar um acordo sobre o andamento da proposta.
A articulação em curso entre os líderes do centrão tem como objetivo que o projeto seja levado à votação em plenário ainda em 2026, e Paulinho deixou claro que não aceitará emendas ao texto original. “Ou votamos o meu texto original, ou não tem acordo e não votamos nada”, declarou, ressaltando sua posição firme sobre a questão.
O papel do PL na votação
A necessidade do aval do PL (Partido Liberal) é fundamental para que a proposta avance. Paulinho da Força está ciente de que uma ala do partido ainda insiste em modificar o texto para amenizar as penas de organização criminosa, o que poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é membro da sigla. Essa insistência em mudanças pode complicar as negociações e atrasar o processo legislativo.
Contexto político e suas implicações
O debate sobre a dosimetria se insere em um contexto político delicado, onde a questão do impeachment no STF e a análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 também estão em pauta. Paulinho, ao defender sua proposta, busca não apenas a aprovação do texto, mas também um posicionamento claro sobre a responsabilidade política no país.
A proposta de dosimetria, se aprovada sem emendas, poderá impactar significativamente as ações legais contra aqueles que participaram de atos considerados antidemocráticos. Paulinho acredita que a votação do seu texto original é uma forma de garantir uma resposta adequada a essas situações, sem flexibilizações que possam ser interpretadas como um perdão a crimes cometidos.
A expectativa para os próximos dias
Nos próximos dias, espera-se que a negociação entre os líderes políticos avance e que o telefonema esperado de Flávio Bolsonaro ocorra, definindo os rumos do projeto. O futuro da dosimetria está em jogo, e a posição de Paulinho da Força pode ser um divisor de águas nesse processo legislativo. A pressão para que a votação ocorra sem alterações ao texto original reflete não apenas a estratégia política do deputado, mas também a necessidade de assegurar a integridade das leis que regem a democracia no Brasil.
Acompanhar de perto essas discussões será essencial para entender como os desdobramentos dessa proposta afetarão o cenário político e jurídico do país. Com a possibilidade de votação em 2026, as articulações em torno da dosimetria prometem ser um tema central nas pautas políticas que virão.