Diego Vitor de Sousa, residente do bairro Cidade Nova II, enfrenta a grave realidade da obesidade grau 3, uma condição clínica que o levou a perder a capacidade de realizar atividades simples do cotidiano. Sua história, marcada por dor e pela busca incessante por esperança, mobiliza agora uma campanha de arrecadação online. Ao lado de sua esposa, Aline, e de uma equipe médica voluntária, Diego busca fundos para custear uma cirurgia bariátrica e garantir o tratamento pós-operatório essencial para salvar sua vida.
A obesidade, definida como o acúmulo excessivo de gordura corporal, atinge o grau 3 quando o Índice de Massa Corporal (IMC) é igual ou superior a 40 kg/m². Este estágio representa um risco severo à saúde, comprometendo múltiplos sistemas orgânicos e limitando drasticamente a mobilidade e a qualidade de vida do indivíduo. A situação de Diego reflete a urgência e a complexidade de um problema de saúde pública que afeta milhões de brasileiros, exigindo intervenções médicas especializadas e apoio contínuo.
A Luta Diária Contra a Doença Crônica
Os sintomas de Diego se agravaram progressivamente, indicando um quadro clínico alarmante. “Quando minha saturação caiu, quando comecei a depender de aparelhos para respirar, quando minhas pernas passaram a carregar feridas e limitações, eu entendi que não estava apenas acima do peso… eu estava lutando pela minha vida”, desabafa. A queda na saturação de oxigênio aponta para problemas respiratórios severos, como a apneia do sono ou insuficiência respiratória, comuns em casos de obesidade mórbida. As feridas e limitações nas pernas, por sua vez, sugerem complicações vasculares e dermatológicas, frequentemente associadas ao peso excessivo e à dificuldade de circulação sanguínea.
A obesidade grau 3 não afeta apenas a saúde física; ela impõe um fardo psicológico e social pesado. Diego sublinha: “A obesidade não tirou só minha saúde. Ela tirou minha liberdade, minha autoestima e muitos momentos da minha família. Hoje eu não luto por aparência. Eu luto para continuar vivo, para voltar a ter dignidade e para poder olhar para minha esposa e dizer que ainda temos um futuro juntos”. Esta declaração ressalta a dimensão multifacetada da doença, que transcende o corpo e atinge a mente e as relações sociais, gerando isolamento e sentimentos de desesperança.
Amor e Apoio: A Força da Família Frente aos Desafios
Em meio às severas limitações físicas impostas pela obesidade, Diego encontra no apoio incondicional de sua esposa, Aline, uma **peça fundamental** para sua rotina. O casal enfrenta, diariamente, obstáculos que vão além do físico, abrangendo esferas emocionais, financeiras e logísticas. O papel de cuidador, muitas vezes subestimado, exige resiliência e dedicação extremas, transformando a dinâmica familiar.
“Nossa rotina mudou completamente. Existem dias em que tarefas simples se tornam enormes desafios. Tomar banho, dormir, caminhar dentro de casa, sair para consultas… tudo exige esforço físico, emocional e financeiro. Minha esposa se tornou muito mais do que companheira. Ela virou meu apoio emocional, minha força e muitas vezes meus próprios braços quando meu corpo já não responde como deveria.”
A doença também impõe um desgaste emocional intenso ao paciente e seus entes queridos. O medo de agravamento do quadro clínico é constante. “A dor não é só física. Existe o medo constante de piorar, de faltar ar, de não conseguir continuar”, explica Diego. Este cenário de incerteza gera ansiedade e estresse. Ele acrescenta que “junto disso vem o desgaste emocional de ver a pessoa que você ama sofrendo todos os dias sem conseguir resolver tudo sozinho. Mas mesmo diante de tudo isso, nós escolhemos não desistir. Nossa campanha não é apenas sobre dinheiro. É sobre esperança, sobrevivência e a chance de reconstruir uma vida”. A resiliência do casal demonstra a profundidade de seu compromisso em superar a adversidade.
A Mobilização de Profissionais de Saúde em Várzea Paulista
Apesar das barreiras financeiras e burocráticas, Diego encontrou um **apoio inesperado** e crucial na área da saúde. A jornada começou pelo Sistema Único de Saúde (SUS), onde foi acompanhado pela Dra. Bárbara Maciel Ferreira da Silva. O SUS é um pilar fundamental da saúde pública brasileira, mas a complexidade e a demanda por cirurgias bariátricas frequentemente resultam em longas filas de espera, o que pode ser crítico para pacientes em quadros graves como o de Diego.
“O que mais nos surpreendeu nesse processo foi perceber que, muitas vezes, o acesso à saúde depende não apenas do sistema, mas da humanidade das pessoas que cruzam o nosso caminho.”
A situação de Diego se agravou, exigindo acompanhamento especializado, sobretudo na área vascular. Esta necessidade é comum em pacientes com obesidade severa, que podem desenvolver problemas como trombose venosa profunda, varizes e insuficiência venosa crônica devido à pressão sobre os vasos sanguíneos e à dificuldade de retorno venoso. Foi por intermédio de uma familiar que Diego conheceu o cirurgião vascular **Dr. Jamil Mourad**.
A iniciativa do Dr. Mourad foi imediata e decisiva. “Quando ele viu minha realidade, minhas limitações e a gravidade do meu estado, ele não hesitou. Imediatamente acionou seu amigo, **Dr. Guilherme Poleto**, cirurgião bariátrico, e juntos eles abraçaram minha causa com humanidade e compaixão”, conta Diego. Este gesto de solidariedade médica ilustra o papel vital da ética e da compaixão no atendimento à saúde, indo além das obrigações profissionais.
A mobilização resultou na formação de uma equipe multidisciplinar, essencial para o sucesso da cirurgia bariátrica e do tratamento posterior. A abordagem integrada é fundamental, pois a obesidade é uma doença complexa que requer acompanhamento em diversas especialidades médicas e de apoio. A equipe inclui:
- Dr. Jamil Mourad — Cirurgião Vascular, responsável por cuidar das complicações circulatórias.
- Dr. Guilherme Poleto — Cirurgião Bariátrico, que realizará o procedimento cirúrgico.
- Dr. Claudio Ciari — Anestesista Chefe, crucial para garantir a segurança do paciente durante a operação.
- Ana Maria — Enfermeira Chefe, coordenando os cuidados de enfermagem pré e pós-operatórios.
- Marina Campideli — Nutricionista Bariátrica, vital para a reeducação alimentar e o plano nutricional específico após a cirurgia.
- Endotech, através da Cris — empresa responsável pela doação do balão intragástrico, um recurso que pode ser utilizado como etapa preparatória ou alternativa à cirurgia em alguns casos, ou como parte do protocolo.
“Essas pessoas não olharam apenas para um paciente. Elas olharam para um ser humano que precisava de ajuda urgente.”
Custos Elevados e a Urgência da Vaquinha Online
Mesmo com a **valiosa colaboração voluntária** dos profissionais de saúde, os custos totais do tratamento permanecem expressivos. A cirurgia bariátrica, embora seja um passo crucial, é apenas o início de um longo processo de recuperação. Diego explica que a **vaquinha online** é fundamental para cobrir despesas que a equipe médica não pode suprir. Estes gastos incluem medicamentos contínuos, uma alimentação específica e adaptada às necessidades pós-cirúrgicas, e cuidados contínuos que são decisivos para o sucesso a longo prazo e a prevenção de complicações.
“A vaquinha já seria necessária por causa do pós-operatório, dos medicamentos, da alimentação específica, dos cuidados contínuos e até da necessidade de trocar meu colchão devido ao excesso de peso e às limitações físicas que enfrento diariamente.”
A lista de necessidades ressalta a complexidade e o alto investimento associados ao tratamento da obesidade mórbida. Além dos itens mencionados, são comuns despesas com fisioterapia, acompanhamento psicológico e, em alguns casos, cirurgias reparadoras. A necessidade de um colchão adequado, por exemplo, não é um luxo, mas uma exigência para prevenir úlceras de pressão e garantir um mínimo de conforto e dignidade ao paciente, que já sofre com a mobilidade reduzida.
A urgência da campanha foi agravada por um novo e inesperado obstáculo: a exigência de uma caução de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no valor de **R$ 20 mil** para que o procedimento cirúrgico possa ser realizado. Hospitais frequentemente solicitam essa garantia em cirurgias de alto risco, como a bariátrica em pacientes com obesidade grau 3, devido à possibilidade de complicações que exijam suporte intensivo. Este valor, contudo, representa uma barreira financeira quase intransponível para muitas famílias.
Mais do que a cirurgia em si, a batalha de Diego Vitor de Sousa é por sua **autonomia** e pelo resgate de momentos cotidianos, hoje sonhos distantes. “Recuperar minha dignidade significa voltar a viver coisas que para muitos são simples, mas para mim hoje são sonhos. Conseguir dormir sem medo de não acordar. Respirar sem aparelhos. Caminhar sem dor. Poder trabalhar novamente. Abraçar minha esposa sem limitações. Sair de casa sem vergonha ou sofrimento”, declara, emocionado.
A busca por dignidade, para Diego, é intrínseca à sua capacidade de autossuficiência e participação plena na vida. “Dignidade, para mim, é voltar a ser dono da minha própria vida. É ter saúde para viver, sonhar e construir um futuro ao lado de quem eu amo. Eu não estou pedindo luxo. Estou lutando pela oportunidade de continuar vivendo”, afirma. A **cirurgia bariátrica** surge, neste contexto, não apenas como um procedimento médico, mas como o caminho para restaurar uma vida plena.
A campanha de Diego Vitor de Sousa está disponível online. Contribuições financeiras são cruciais e podem ser realizadas através do link oficial da vaquinha online: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-me-a-vencer-a-obesidade-e-salvar-a-minha-vida. Alternativamente, doações via PIX podem ser feitas para: **ajudando.diegosousa@gmail.com**. Cada gesto de solidariedade representa um passo fundamental para Diego recuperar sua saúde e sua vida.