A seleção mexicana garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 na madrugada desta quarta-feira, após uma vitória por 2 a 0 contra o Equador. O confronto no Estádio Azteca, na Cidade do México, teve o início atrasado em uma hora por protocolo da Fifa, devido a uma tempestade com raios sobre a capital. Gols de Quiñones, aos 21 e 30 minutos do primeiro tempo, selaram o resultado.
O atraso no jogo impactou diretamente a rotina dos torcedores. Milhares esperaram sob a ameaça do mau tempo. Houve preocupação com a segurança no entorno do estádio, que recebeu o público recorde da competição.
Ainda assim, a equipe da casa manteve a campanha invicta. São quatro vitórias em quatro partidas disputadas, sem sofrer um gol sequer. Um desempenho que empolga a torcida, ansiosa pelo avanço no torneio.
A solidez defensiva mexicana tem sido uma das marcas desta Copa. O goleiro Rangel, novamente, mostrou segurança quando exigido, desarmando as poucas investidas equatorianas.
A Blitz Inicial e o Protocolo de Segurança no Azteca
A chuva com raios castigou a Cidade do México antes da partida. A Federação Internacional de Futebol (FIFA) decidiu atrasar o pontapé inicial em 60 minutos. A medida visa proteger atletas e público, mesmo sem legislação local específica que obrigue a paralisação em caso de descargas elétricas.
Quando a bola rolou, o México impôs ritmo forte. Nos primeiros minutos, a equipe encurralou o Equador no campo de defesa, criando diversas oportunidades. Uma blitz que se traduziu rapidamente em gols.
Aos 21 minutos, o Equador tentava sair para o ataque. Quiñones recebeu a bola ainda no próprio campo defensivo, avançou com velocidade e disparou um chute preciso no ângulo direito do goleiro Galindez. A bola entrou e abriu o placar.
Nove minutos depois, veio o segundo. O atacante Raúl Jiménez aproveitou uma falha de Ordónez na zaga equatoriana, roubou a posse e acionou Quiñones na entrada da área. O camisa 9 finalizou com categoria, mirando o ângulo esquerdo e balançando as redes novamente.
O Equador teve sua melhor chance no fim da primeira etapa. Yeboah fez uma jogada individual pela direita e arriscou um chute potente. Rangel estava atento e afastou o perigo com as duas mãos.
O segundo tempo diminuiu de intensidade. O México controlou o ritmo, buscando as jogadas aéreas em cobranças de escanteio. Montes teve duas oportunidades de cabeça consecutivas, mas não conseguiu ampliar.
Pelo lado equatoriano, Kevin Rodriguez levou perigo em um chute que desviou na saída de Rangel, mas saiu pela linha de fundo. A equipe tentou pressionar nos minutos finais, mas sem sucesso.
A frustração equatoriana culminou na expulsão do zagueiro Piero Hincapié, que se dirigiu a Santi Giménez, do México, em protesto, cobrindo a boca com a mão. O juiz não perdoou.
A vitória por 2 a 0 foi intensamente celebrada pela torcida. O resultado permite ao México sonhar com um desempenho histórico no torneio, mantendo o sonho vivo de um título em casa.
Agora, o México aguarda o vencedor do confronto entre Inglaterra e República Democrática do Congo. A partida das oitavas de final será disputada em Atlanta, também nesta quarta-feira.
O próximo compromisso da seleção mexicana está marcado para domingo, novamente no Estádio Azteca. Este jogo das oitavas de final será o último do México em seu território nesta edição da Copa do Mundo, independentemente do resultado.
Se avançar, a seleção enfrentará nas quartas de final o vencedor do duelo entre Brasil e Noruega. Chegar a essa fase significaria igualar as melhores campanhas mexicanas em Copas. Em 1970 e 1986, quando também sediou o torneio, o México alcançou as quartas, sendo eliminado por Itália e Alemanha Ocidental, respectivamente.
Contexto
A Copa do Mundo de 2026 é um evento de proporções inéditas, marcando a primeira vez que três países sediam a competição (Canadá, Estados Unidos e México). Com um formato expandido para 48 seleções, o torneio promete maior diversidade de participantes e um calendário de jogos mais longo. Para o México, ser um dos anfitriões representa uma oportunidade de ouro para reativar o fervor futebolístico nacional e, possivelmente, superar suas marcas históricas no torneio. O Estádio Azteca, palco das finais de 1970 e 1986, detém um simbolismo especial, sendo o único estádio a sediar duas finais de Copa do Mundo, e agora recebe partidas em uma terceira edição, reforçando sua lenda no cenário do futebol mundial.