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Folha Jundiaiense

Messias tenta contornar resistência de senadores evangélicos e opositores

Indicado ao STF, Jorge Messias busca apoio entre grupos que se opõem à sua nomeação

Messias tenta contornar resistência de senadores evangélicos e opositores
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Jorge Messias busca apoio de senadores evangélicos e opositores para sua indicação ao STF.

Jorge Messias busca apoio entre senadores evangélicos e opositores

Indicado a uma cadeira do STF (Supremo Tribunal Federal) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jorge Messias investe em conversar com duas alas de senadores que estão entre as mais resistentes ao seu nome: evangélicos e opositores. Messias procurou o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, senador Carlos Viana (Podemos-MG), para um encontro com a bancada. No entanto, segundo Viana, após ligações aos 17 senadores que contemplam a frente evangélica do Senado, a maior parte dos parlamentares não quer encontrar Messias.

Resistência entre senadores evangélicos

Messias enfrenta uma resistência significativa entre os evangélicos, que, apesar de sua própria fé, o veem como “um petista antes de ser um evangélico”, criando uma narrativa que busca desqualificá-lo. A reunião com a frente evangélica tem sido um ponto crucial, mas até agora, a maioria dos senadores se recusa a se reunir com ele, complicando ainda mais sua busca por apoio.

Articulações com partidos de oposição

Além de buscar apoio entre os evangélicos, Messias também se aproximou de dois dos principais partidos de oposição a Lula no Senado: PL (Partido Liberal) e Novo, que formam o bloco parlamentar Vanguarda, com 16 senadores. A previsão era de que um encontro com integrantes do bloco acontecesse nesta terça-feira (2). Porém, relatos indicam que senadores do grupo ainda resistem a estar com o candidato ao Supremo.

A atuação de Messias como advogado-geral da União

Outro fator que contribui para a resistência é a atuação de Messias como advogado-geral da União, onde ele defendeu o governo contra decisões do Congresso, especialmente durante a crise da alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Essa postura, que buscou maior transparência no processo de emendas, acabou gerando atritos entre os Poderes, refletindo na dificuldade de obter apoio.

Lula se envolve nas articulações

Nesta segunda (1º), o presidente Lula almoçou com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Messias ao Supremo. O encontro, que não constou da agenda oficial, marca um passo importante de Lula para entrar diretamente nessa articulação. Weverton, articulador influente e próximo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já indicou que dará um parecer favorável a Messias.

Desafios para a aprovação

No entanto, o Planalto ainda busca mapear as resistências existentes e amenizar a crise com Alcolumbre, que preferia o colega Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o cargo. A sabatina de Messias está marcada para o dia 10, mas a votação pode ser adiada para o ano que vem, pois o Planalto ainda não enviou os documentos necessários ao Senado para oficializar a indicação.

Nota de Alcolumbre e reação do governo

Em um tom atípico, Alcolumbre expressou sua perplexidade pela ausência da mensagem, que, segundo ele, poderia interferir no cronograma estabelecido. A ministra Gleisi Hoffmann procurou suavizar a situação, afirmando que o Planalto não rebaixaria a relação a fisiologismo ou negociações, repudiando insinuações sobre interesses pessoais em cargos e emendas.

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