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Folha Jundiaiense

Médica que receitou remédio causador de alucinação visita Bolsonaro

Visita ocorre em meio a investigações sobre a medicação receitada ao ex-presidente

Médica que receitou remédio causador de alucinação visita Bolsonaro
Médica visita Bolsonaro na Superintendência Regional da Polícia Federal. Foto: FOTO DE ARQUIVO

Médica que receitou medicamento a Bolsonaro visitou o ex-presidente durante sua detenção na PF.

A médica Marina Pasolini, responsável por receitar o medicamento Sertralina ao ex-presidente Jair Bolsonaro, esteve na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília para uma visita ao ex-presidente. Este medicamento foi mencionado pela Defesa de Bolsonaro como o causador de um episódio de alucinação que culminou em um incidente envolvendo um ferro de solda e sua tornozeleira eletrônica.

Durante sua audiência de custódia, o ex-presidente relatou que Marina Pasolini prescreveu a Sertralina sem consultar os outros médicos que o acompanhavam, o que resultou em uma interação adversa com outro medicamento que já estava sendo administrado para tratar crises de soluços. Bolsonaro mencionou que teve alucinações, acreditando que havia um dispositivo de escuta no equipamento que usava.

A prisão preventiva de Bolsonaro foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, na manhã de sábado, levando a um aumento da atenção sobre sua saúde mental e os medicamentos em uso. A visita de Marina Pasolini, que aconteceu às 15 horas, poderá se estender até as 17 horas, conforme autorizado pela Justiça. Na chegada ao local, a médica afirmou que seu objetivo era apenas avaliar a saúde do ex-presidente.

Um boletim médico elaborado pelos outros dois médicos que acompanham Bolsonaro, Claudio Birolini e Leandro Echenique, indicou que o ex-presidente faz uso de vários medicamentos devido às internações e cirurgias que sofreu desde 2018. Eles relataram que, na noite de sexta-feira, 21 de novembro, Bolsonaro apresentou um quadro de confusão mental e alucinações, possivelmente induzidos pelo uso de Pregabalina, um medicamento prescrito por outra médica, que não foi previamente discutido com a equipe.

A Pregabalina, segundo os médicos, interage com outros remédios utilizados por Bolsonaro, como Clorpromazina e Gabapentina, apresentando efeitos colaterais que incluem desorientação e alterações no estado mental. Em resposta ao quadro clínico apresentado, a Pregabalina foi imediatamente suspensa. Essa situação levanta questionamentos sobre a gestão do tratamento do ex-presidente e a responsabilidade dos profissionais envolvidos.

A visita da médica Marina Pasolini ao ex-presidente Jair Bolsonaro, portanto, não apenas marca um momento pessoal, mas também destaca a complexidade das interações medicamentosas e a importância de uma comunicação eficaz entre os profissionais de saúde, especialmente em casos delicados como o de um ex-presidente sob custódia. As investigações continuam, e o estado de saúde de Bolsonaro segue sendo monitorado de perto pela equipe médica.

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