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Folha Jundiaiense

Marrocos frustra Holanda e quebra coração de Gakpo, o quase herói.

A Holanda foi eliminada da Copa do Mundo nos 16 avos de final, após um dramático empate em 1 a 1 e derrota por 3 a 2 nos pênaltis para o Marrocos. O jogo aconteceu em Monterrey, México, na madrugada desta terça-feira (30). O atacante Cody Gakpo marcou o único gol holandês em meio a uma tragédia pessoal, mas não conseguiu evitar a queda da Laranja Mecânica.

O gol de Cody Gakpo abriu o placar em um momento de profunda dor para o atleta. Ele e a namorada, Noa van der Bij, anunciaram no último sábado (27) a perda do bebê que o casal esperava, o segundo filho. O menino se chamaria Elijah Raphael. Noa havia dado à luz Samuël Seth em abril de 2024.

A tragédia pessoal quase o afastou dos gramados.

O técnico Ronald Koeman liberou Gakpo da concentração para acompanhar a companheira. Contudo, o camisa 11 do Liverpool optou por permanecer com a equipe e se colocou à disposição para o decisivo confronto.

Em campo, aos 26 minutos do segundo tempo, Gakpo aproveitou um contra-ataque veloz puxado por Crysencio Summerville e balançou as redes.

A emoção explodiu. O atacante desabou no gramado, levou as mãos ao rosto e chorou intensamente, abraçado por companheiros e membros da comissão técnica. Um beijo ao céu, dedicado ao filho, marcou a celebração.

O momento parecia selar a classificação holandesa.

Não foi suficiente.

Os Leões do Atlas, apelido da seleção marroquina, reagiram perto do fim. Aos 45 do segundo tempo, Issa Diop empatou com uma cabeçada precisa, após cruzamento pela esquerda de Chemsdine Talbi. Ele superou a marcação de Virgil Van Dijk.

O gol mudou o panorama da partida, forçando a prorrogação e repondo as esperanças africanas.

Gakpo permaneceu em campo, visivelmente exausto, até os sete minutos da etapa final da prorrogação, sendo substituído por Justin Kluivert. A partida seguiu sem gols, levando a decisão para os pênaltis.

A disputa da marca da cal começou com erros. Neil El Aynaoui, de Marrocos, acertou o travessão na primeira cobrança. Justin Kluivert, que entrou no lugar de Gakpo, também parou na trave na segunda tentativa holandesa.

O zagueiro Jurriën Timber, na quarta cobrança da Laranja Mecânica, mandou a bola para fora. A sequência de erros continuou com Achraf Hakimi, que bateu no poste direito pela equipe marroquina.

A pressão aumentou na quinta e última cobrança da Holanda.

Yassine Bono brilhou. O goleiro dos Leões do Atlas defendeu o chute de Summerville, que havia assistido Gakpo no gol. Coube a Ismael Saibari converter o pênalti derradeiro, selando a classificação histórica de Marrocos e a eliminação da Holanda.

Marrocos avança e enfrenta Canadá nas Oitavas

A vitória sobre a Holanda coloca Marrocos nas oitavas de final da Copa do Mundo. A seleção africana agora enfrenta o Canadá. Os canadenses garantiram a vaga após eliminar a África do Sul por 1 a 0 em Los Angeles no último domingo (28).

O confronto por um lugar nas quartas de final será neste sábado (4), em Houston, Estados Unidos, às 14h (horário de Brasília).

A campanha da Holanda na Copa do Mundo de 2026 encerra-se de forma precoce para as expectativas iniciais. A Laranja Mecânica, sempre vista como uma das potências do futebol, não conseguiu superar um adversário determinado e bem organizado.

A eliminação nos 16 avos de final representa um revés para a seleção, que chegou ao torneio com uma geração talentosa e ambições de ir longe. A queda diante de uma seleção africana ressalta a crescente competitividade do futebol global, onde zebras se tornam cada vez mais frequentes em fases decisivas.

Contexto

A Copa do Mundo de 2026 é a primeira a contar com 48 seleções, expandindo o número de participantes e, consequentemente, as chances de equipes de continentes como África e Ásia avançarem nas fases eliminatórias. Este novo formato busca globalizar o torneio e proporcionar mais oportunidades para diferentes estilos de jogo e culturas futebolísticas. A performance de Marrocos, assim como a do Canadá, que também avançou, ilustra essa tendência, desafiando a hegemonia de seleções tradicionalmente fortes da Europa e América do Sul em estágios avançados da competição. A expansão visa democratizar o acesso e a participação em um dos maiores eventos esportivos do planeta, alterando a dinâmica das disputas e o perfil dos times que chegam às fases decisivas.

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