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Folha Jundiaiense

Ibovespa registra leve queda após série de altas históricas

Pressão de Petrobras e flutuações no mercado externo influenciam resultados

Ibovespa registra leve queda após série de altas históricas
Ibovespa em pregão, com leve baixa na quarta-feira. Foto: REUTERS

Após uma sequência de 15 altas, o Ibovespa encerra em leve queda, influenciado por Petrobras e o mercado externo.

O Ibovespa (IBOV) voltou a flertar nesta quarta-feira com os 158 mil pontos, mas fechou quase estável a 157.632,90 pontos, cedendo 0,07%. Essa leve queda ocorre após uma impressionante sequência de 15 altas consecutivas, a maior em mais de 30 anos, durante a qual o índice valorizou 9,48%. O volume financeiro da sessão foi de R$29 bilhões, também marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa.

A pressão no índice foi impulsionada principalmente pela Petrobras (PETR3, PETR4), que sofreu um forte recuo acompanhando a queda do petróleo no exterior, onde o barril do contrato Brent recuou 3,76%. Enquanto isso, a Vale (VALE3) forneceu um contrapeso relevante em um dia de alta dos futuros do minério de ferro na China.

Desempenho no mercado

O Ibovespa alcançou uma máxima de 158.133,83 pontos e uma mínima de 156.559,71 pontos durante o dia. Apesar da leve queda, a valorização acumulada no ano já chega a 31,15%. No mercado externo, Wall Street terminou sem um sinal único, com investidores analisando as chances de término da paralisação do governo norte-americano, enquanto o S&P 500 (SPX) encerrou quase estável.

Destaques do dia

Entre os destaques do dia, a Taesa Unit (TAEE11) subiu 5,77% após divulgar lucro líquido regulatório de R$323 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 5,2% na comparação anual. Por outro lado, as ações da Petrobras PN (PETR4) caíram 2,56%, enquanto as da Petrobras ON (PETR3) cederam 2,99%.

Os principais bancos também pressionaram o índice: Itaú Unibanco PN (ITUB4) recuou 2,28%, Banco do Brasil ON (BBAS3) caiu 2,85% e Bradesco PN (BBDC4) cedeu 0,26%. O Santander Brasil Unit (SANB11) fechou quase estável.

Em contrapartida, a Vale ON (VALE3) registrou uma alta de 1,11%, beneficiada pela elevação de 1,38% nos futuros do minério de ferro na China. A B3 ON (B3SA3) avançou 4,36% após resultados trimestrais positivos, com lucro líquido recorrente de R$1,26 bilhão entre julho e setembro.

Por outro lado, a CVC Brasil ON (CVCB3) desabou 8,33% após reportar um lucro líquido ajustado de R$62,5 milhões no terceiro trimestre, com um crescimento de 35,6% ano a ano. Na véspera, as ações da CVC haviam disparado 11,5%.

Considerações finais

O cenário atual do Ibovespa reflete não apenas a pressão interna de grandes empresas como a Petrobras, mas também as flutuações do mercado global, que continuam a influenciar as expectativas dos investidores. O próximo pregão será crucial para observar se o índice conseguirá recuperar a trajetória de alta ou se permanecerá sob pressão.

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