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Hospedagens correm para implementar check-in digital; prazo é amanhã

Estabelecimentos de hospedagem em todo o país enfrentam um prazo apertado: hotéis, pousadas e hostels precisam, até esta segunda-feira, dia 20, aderir integralmente à Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital. O sistema, popularmente conhecido como check-in digital, visa modernizar e agilizar a entrada de viajantes, eliminando o uso de formulários em papel.

A medida, implementada de forma gradual pelo Ministério do Turismo, representa um avanço significativo na burocracia do setor. Ela promete simplificar processos e reduzir os custos operacionais das empresas do ramo.

A digitalização é obrigatória.

Segundo o Ministério do Turismo, o preenchimento antecipado e automático de dados é possível através do sistema gov.br. O registro completo pode ser finalizado em segundos, utilizando um QR Code do hotel, um link específico ou um dispositivo cedido pelo próprio estabelecimento.

O impacto direto é sentido tanto pelos empresários, que buscam otimizar a gestão, quanto pelos turistas, que ganham tempo na chegada.

FNRH Digital: Agilidade e Compliance na Hospedagem

A nova FNRH Digital traz particularidades para diferentes perfis de hóspedes. Estrangeiros, por exemplo, não precisam de uma conta gov.br para realizar o procedimento. Para menores de 18 anos ou pessoas consideradas incapazes, sejam brasileiros ou estrangeiros, o registro é vinculado diretamente à ficha do responsável legal.

A iniciativa cumpre as exigências da legislação do turismo e, de forma categórica, atende à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso garante a segurança das informações pessoais dos viajantes, um ponto sensível em qualquer processo de registro.

A migração para o modelo digital exige adaptações. Hotéis e pousadas precisam rever seus sistemas de gestão, independentemente de já utilizarem soluções próprias.

O Ministério do Turismo reforçou a necessidade dessas mudanças e ofereceu suporte. Foram publicadas orientações e vídeos detalhando as etapas do processo, auxiliando a rede hoteleira a se preparar para a nova realidade.

A expectativa é que a medida traga maior eficiência e transparência para o setor. Dados de hospedagem, coletados de forma padronizada e digital, podem oferecer um panorama mais preciso do fluxo turístico, subsidiando políticas públicas e investimentos.

É uma modernização que alinha o Brasil às tendências globais de digitalização, onde a experiência do consumidor e a otimização de recursos são prioridades.

A facilidade de preenchimento, antes da chegada, minimiza filas e tempo de espera na recepção. O hóspede chega e rapidamente está apto a acessar seu quarto, sem atrasos decorrentes de papelada.

Para o mercado, a redução de custos com impressão e armazenamento de documentos físicos é um alívio. Além disso, a padronização digital diminui a margem de erro no registro de dados, garantindo maior qualidade e confiabilidade das informações.

Contexto

A Ficha Nacional de Registro de Hóspedes, na sua versão tradicional em papel, é uma exigência legal para estabelecimentos de hospedagem no Brasil há décadas. Seu objetivo sempre foi monitorar o fluxo turístico e auxiliar em investigações de segurança pública, quando necessário. A transição para o formato digital reflete um movimento global de desburocratização e modernização dos serviços, impulsionado pela evolução tecnológica e pela necessidade de maior agilidade e segurança na gestão de dados. A implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil, em 2020, intensificou a demanda por sistemas mais robustos e seguros para o tratamento de informações pessoais, tornando a digitalização da FNRH um passo lógico e inevitável para o setor de turismo.

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