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Folha Jundiaiense

Governo Lula critica nova redação de PL Antifacção por esvaziamento de fundos federais

Relatório aponta riscos à coordenação de políticas de segurança pública no Brasil

Governo Lula critica nova redação de PL Antifacção por esvaziamento de fundos federais
Imagem do relatório sobre o PL Antifacção. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

Governo Lula expressa preocupação com mudanças no PL Antifacção que impactam fundos federais.

Governo Lula vê esvaziamento de fundos federais em nova redação do PL Antifacção

O governo Lula expressou sua preocupação com a nova redação do PL Antifacção, apresentada pelo deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), nesta terça-feira (11). O relator fez mudanças que incluem a possibilidade de que bens confiscados de facções criminosas sejam incorporados pelos estados e pelo Distrito Federal. Essa alteração é considerada uma ameaça ao financiamento de políticas nacionais de segurança pública.

Impacto nas políticas de segurança pública

A nova proposta, se aprovada na votação prevista para esta quarta-feira (12) na Câmara, pode comprometer a eficácia do Funad (Fundo Nacional Antidrogas), do Funapol (Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal) e do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional). De acordo com membros do Ministério da Justiça e Segurança Pública, essa mudança resulta na pulverização de recursos, o que enfraquece a política de integração entre as forças federais e estaduais.

A proposta original e suas alterações

Na versão original do PL Antifacção, os bens confiscados pela União, como imóveis e dinheiro, deveriam ser geridos pelo FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública). Os recursos seriam utilizados para reaparelhar forças policiais e capacitar serviços de inteligência. Com a nova redação proposta por Derrite, os recursos arrecadados não serão mais centralizados, prejudicando a coordenação de ações em regiões com alta vulnerabilidade.

Críticas à nova redação

O relatório do deputado Derrite menciona que a liquidação dos bens confiscados deve ocorrer sob supervisão judicial, com os recursos direcionados ao Fundo Estadual ou Distrital de Segurança Pública. Essa situação levanta preocupações sobre a utilização provisória dos recursos para operações contra o crime organizado, o que pode ser insuficiente diante da complexidade do problema.

Reação do governo

Após a apresentação da nova versão, integrantes do governo Lula passaram a avaliar o texto e discutir emendas para restaurar aspectos da proposta original, como o gerenciamento centralizado dos bens. As críticas ao texto de Derrite também incluem a sua tentativa inicial de equiparar crimes de facções ao terrorismo, que foi descartada após forte repercussão negativa. Assim, o governo busca garantir que as prerrogativas da Polícia Federal não sejam comprometidas por alterações legislativas que possam prejudicar a segurança pública no Brasil.

Conclusão

A discussão em torno do PL Antifacção evidencia um embate entre a necessidade de desmantelar facções criminosas e a preservação da capacidade do governo federal em coordenar efetivamente as políticas de segurança pública. O resultado da votação, marcada para esta quarta-feira, será crucial para determinar o futuro da gestão dos recursos federais destinados à segurança.

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