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Folha Jundiaiense

Glauber Braga critica pacotes golpistas durante suspensão do mandato

Deputado federal defende protesto ao ocupar a cadeira de Hugo Motta na Câmara

Glauber Braga critica pacotes golpistas durante suspensão do mandato
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Glauber Braga ocupa a cadeira da presidência da Câmara em protesto contra pacote golpista.

Glauber Braga e o protesto contra o pacote golpista

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) fez uma declaração contundente ao ocupar a cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), como forma de protesto contra o que ele classifica como “pacote golpista”. Essa ação ocorreu em meio à suspensão de seu mandato por seis meses, aprovada pelo plenário da Câmara. Durante uma entrevista ao programa Bastidores CNN, Braga detalhou os motivos que o levaram a tomar tal atitude.

Braga afirmou que a decisão de sentar na cadeira de Motta foi uma tentativa de chamar a atenção para as questões graves que estavam sendo discutidas na Casa. Ele destacou que a votação que poderia resultar em sua cassação estava marcada para o dia seguinte, o que o motivou a agir. “Eu tinha que chamar a atenção das pessoas para o que estava acontecendo na Casa. Um pacote golpista”, afirmou. O parlamentar se referiu a um conjunto de projetos que incluía a chamada “dosimetria”, que ele vê como uma forma de anistia, além da possível cassação e a manutenção dos direitos políticos do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Análise da suspensão e mobilização pública

Sobre a decisão que resultou na sua suspensão em vez da cassação, Glauber Braga atribui essa vitória parcial à mobilização pública. Ele afirmou que a combinação de protestos e denúncias com articulações políticas foi crucial para não permitir que seus opositores conseguissem os votos necessários para a cassação. “O casamento da mobilização pública, a quente, a denúncia formulada, combinada com as articulações diplomáticas do Dia de ontem, foi o que fez com que eles não tivessem o número de votos suficiente para a aprovação da cassação”, explicou o deputado.

Braga ainda comentou sobre a votação mais crítica, que terminou com um placar de 226 a 220, criando um impasse que impediu seus adversários de alcançarem os 257 votos necessários para a cassação. Ele observou que houve uma desestabilização entre seus opositores, que se dividiram, levando à aprovação apenas da suspensão.

Críticas à presidência da Câmara

Em sua análise, Glauber Braga não poupou críticas ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e a articulação do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Ele disse que ambos foram derrotados na Casa e que Motta precisa refletir sobre sua atuação. “Ele não pode utilizar os mesmos instrumentos de pressão com parlamentares que não se submetem a esse tipo de instrumento”, afirmou.

Planos para o futuro

Questionado sobre seus planos durante o período de suspensão, Braga afirmou que continuará sua atuação política como militante, participando de mobilizações e eventos, incluindo uma manifestação programada para o dia 14, em Copacabana, Rio de Janeiro. Ele também mencionou que aproveitará o tempo para estar mais presente na vida de seu filho.

Por fim, o deputado revelou que está consultando municípios do Rio de Janeiro para decidir se irá concorrer à reeleição como deputado federal ou se optará por uma candidatura ao governo do estado em 2026.

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