Desconto de 12,60% traz eficiência e redução de custos ao estado paulista

Leilão de balsas em SP gera economia de R$ 1,2 bilhão em 20 anos com desconto de 12,60%.
Economia com o leilão de balsas em São Paulo
O leilão de balsas realizado em são paulo, que teve como vencedora a Aquavias SP, representa uma economia significativa para o estado, estimada em R$ 1,2 bilhão ao longo de 20 anos. O desconto de 12,60% na contraprestação pública anual, que é de aproximadamente R$ 413 milhões, foi anunciado pelo secretário de Parcerias em Investimentos do Estado, Rafael Benini, em coletiva na sede da B3, na capital paulista.
O secretário ressaltou que a mudança para balsas elétricas, em substituição às atuais, trará uma melhoria operacional de 20%, além da economia financeira. “Estamos falando de um investimento que não só reduz custos, mas também aumenta a eficiência do transporte aquaviário”, afirmou Benini.
Detalhes do leilão e operação
O consórcio Acqua Vias SP, que venceu a concorrência, desbancou outras três propostas para garantir a concessão. A operação da concessionária está prevista para começar em meados do ano que vem, após a homologação do vencedor e assinatura do contrato, processo que deve levar entre 30 a 60 dias, seguido de uma fase de transição de cerca de três meses.
O projeto abrange 14 trechos aquaviários, sendo oito no litoral paulista, três na Região Metropolitana e três no Vale do Paraíba. Sob a supervisão da Agência de Transporte do Estado de são paulo (Artesp), essas travessias movimentam cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos anualmente.
Manutenção da gratuidade e modernização
Um ponto importante do novo modelo de concessão é a manutenção da gratuidade e isenção tarifária das balsas, conforme confirmado pela secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende. Além disso, o projeto, que foi aprovado em abril pela Assembleia Legislativa do Estado de são paulo (Alesp), prevê a renovação total da infraestrutura, com a inclusão de 45 novas balsas elétricas.
Essas melhorias visam não apenas a eficiência econômica, mas também a sustentabilidade do serviço, alinhando-se às novas demandas ambientais e tecnológicas. Com a implementação dessas mudanças, espera-se um transporte aquaviário mais eficiente e com menor impacto ambiental, beneficiando tanto os usuários quanto o estado.