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Danilo Campetti defende equilíbrio no debate sobre escala 6×1 e alerta para risco de inflação

O deputado estadual Danilo Campetti adotou um posicionamento cauteloso em relação à proposta de extinção da jornada 6×1, enfatizando a necessidade de uma análise técnica aprofundada sobre seus impactos macroeconômicos e setoriais. Segundo o parlamentar, alterações na legislação trabalhista dessa magnitude devem estar ancoradas em ganhos reais de produtividade, sob risco de gerar desequilíbrios no mercado de trabalho.

Campetti alerta que a redução da jornada, desacompanhada de eficiência operacional ou avanços tecnológicos, pode pressionar a estrutura de custos das empresas — especialmente em setores intensivos em mão de obra. Esse movimento, na avaliação do deputado, tende a produzir efeitos em cadeia, incluindo a retração de contratações formais, aumento da informalidade e eventual elevação das taxas de desemprego.

O parlamentar também destaca o potencial efeito inflacionário da medida. Com a elevação dos custos trabalhistas, empresas podem ser levadas a repassar parte desse impacto aos preços finais de bens e serviços, pressionando índices inflacionários e reduzindo o poder de compra das famílias. Nesse contexto, Campetti ressalta a importância de se observar o equilíbrio entre avanços sociais e sustentabilidade econômica.

Sob a ótica fiscal e produtiva, o deputado defende que qualquer reforma trabalhista deve ser construída a partir de amplo diálogo entre governo, setor produtivo e representantes dos trabalhadores. Para ele, a previsibilidade regulatória e a segurança jurídica são elementos centrais para evitar retração de investimentos e garantir a continuidade da atividade econômica.

Campetti também chama atenção para a vulnerabilidade das micro e pequenas empresas, que, segundo ele, possuem menor capacidade de absorver aumentos abruptos de custos. Nesse cenário, mudanças estruturais sem mecanismos de compensação ou transição gradual poderiam comprometer a sobrevivência desses negócios, responsáveis por parcela significativa da geração de empregos no país.

Por fim, o deputado sustenta que o debate sobre a jornada de trabalho deve avançar com base em evidências, estudos de impacto e experiências internacionais, de modo a conciliar a melhoria das condições laborais com a manutenção da competitividade econômica. Segundo ele, reformas dessa natureza exigem planejamento, calibragem institucional e responsabilidade para evitar efeitos adversos sobre o emprego, a inflação e o ambiente de negócios.

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