Projeto aprovado pela Câmara Municipal visa formalizar um evento religioso na cidade

Câmara de Curitiba aprova projeto que institui a Semana do Avivamento no calendário oficial da cidade.
Curitiba aprova inclusão da Semana do Avivamento no calendário oficial
Neste dia 26 de outubro, a Câmara Municipal de Curitiba, por 24 votos favoráveis e 1 contrário, aprovou o projeto que inclui a Semana do Avivamento no calendário oficial da cidade. A proposta, de autoria do vereador Guilherme Kilter (Novo), será votada em segundo turno na próxima segunda-feira (1º).
A sessão foi marcada pela presença de pastores de diversas denominações, como Lucas Zub Dutra da Primeira Igreja Batista e Thiago Borges da Comunidade Cristã. O projeto estabelece que o evento aconteça anualmente na terceira semana de julho. Kilter, durante a votação, destacou que a inclusão formaliza uma prática já existente, garantindo maior visibilidade e prioridade para a programação.
Origem e crescimento do evento
Segundo o vereador, a Semana do Avivamento teve início em 2011, quando cinco pastores de Curitiba participaram de um encontro internacional na Malásia. Desde então, o evento se expandiu significativamente e, em 2024, já estava presente em 86 cidades de seis países, atingindo mais de 200 mil pessoas. Essa expansão demonstra o potencial e a relevância do evento no cenário religioso internacional.
Impactos sociais e econômicos do evento
Kilter ressaltou ainda os efeitos sociais e econômicos do evento, mencionando ações voltadas para dependentes químicos e o impacto positivo que a Semana do Avivamento traz para a rede hoteleira, transporte e comércio local. Ele enfatizou que o evento é financiado por doações, não utilizando recursos públicos, o que foi um ponto debatido durante a sessão.
Reações e discussões
Durante a votação, diversos parlamentares elogiaram o trabalho das igrejas e a importância do evento para a comunidade. Entretanto, a vereadora Vanda de Assis (PT) expressou seu voto contrário, argumentando que a proposta vai de encontro à laicidade do Estado. Kilter respondeu que o projeto não implica em qualquer obrigação para o Município apoiar práticas religiosas, mas sim em reconhecer um evento já consolidado na cidade.
O projeto voltará à pauta para nova votação em segundo turno na próxima semana. Se aprovado novamente, seguirá para a sanção do Executivo, consolidando a Semana do Avivamento como parte do calendário oficial de Curitiba.