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Folha Jundiaiense

Copa 2026 e geopolítica do futebol definem rumos globais

A TV Brasil exibe neste domingo, 14 de abril, uma edição inédita do programa Brasil no Mundo. Às 19h30, a atração se aprofunda na geopolítica do futebol, analisando como a Copa do Mundo de 2026 se insere nesse tabuleiro global.

O episódio, conduzido por Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, recebe o cientista político Carlos Eduardo Martins.

Martins é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua formação inclui graduação em Sociologia e Política pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), mestrado em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP).

A escolha do tema da Copa de 2026 reflete a crescente percepção do futebol como ferramenta diplomática e econômica. Não é apenas esporte; envolve infraestrutura, patrocínios bilionários e a projeção de imagem de nações.

A edição de 2026, com sede tripla (Estados Unidos, Canadá e México), já é a maior da história, com 48 seleções.

Essa magnitude intensifica as discussões sobre direitos humanos, impacto ambiental e as relações políticas entre os países anfitriões e as entidades esportivas internacionais. A FIFA, enquanto organizadora, exerce um poder considerável sobre nações.

Decisões sobre sedes movimentam economias e pautas sociais. O programa da TV Brasil buscará decifrar essa complexa intersecção entre esporte e poder, discutindo os interesses por trás dos grandes eventos futebolísticos e seus reflexos diretos no cenário político internacional.

Temas Globais em Pauta

Além da geopolítica do futebol, o Brasil no Mundo abordará outros pontos quentes da agenda internacional.

A pauta da próxima reunião do G7, grupo que reúne as sete maiores economias do mundo, estará no foco. São discutidos ali temas como inflação global, transição energética e coordenação de políticas monetárias, impactando diretamente o comércio e investimentos no Brasil.

A situação da guerra entre Irã e Israel também será atualizada. Este conflito, de longa data, tem potencial desestabilizador para todo o Oriente Médio, com reflexos nos preços do petróleo e na segurança global, pondo pressão sobre cadeias de suprimentos e relações diplomáticas.

Na América Latina, os protestos na Bolívia e as eleições no Peru e na Colômbia entram na análise. Os movimentos sociais bolivianos, as indefinições políticas no Peru e os rumos eleitorais colombianos podem redefinir alianças regionais e as abordagens a temas como narcotráfico e migração, afetando a dinâmica de fronteiras e economias do continente.

Análise e Experiência

O Brasil no Mundo se consolida como um espaço para discutir, com profundidade e clareza, os acontecimentos que moldam a política e a economia globais. O programa conecta esses eventos à vida cotidiana do brasileiro.

A equipe de apresentadores traz uma bagagem profissional robusta.

Cristina Serra, com quase 40 anos de jornalismo, foi correspondente da TV Globo em Nova Iorque. Sua experiência em reportagens internacionais permite uma visão ampla sobre a cobertura de grandes eventos.

Jamil Chade atua há duas décadas como correspondente na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra. Colaborou com veículos como BBC, CNN e Guardian, além de grandes jornais brasileiros. Seu acesso a fontes diplomáticas e sua cobertura de temas multilaterais são diferenciais.

Yan Boechat é reconhecido pela cobertura de conflitos internacionais nos últimos 20 anos. Reportagens in loco na África, Oriente Médio, Rússia e América Latina para veículos como Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo demonstram sua capacidade de imersão em cenários complexos.

A combinação da experiência dos três jornalistas, aliada à análise de especialistas como Carlos Eduardo Martins, confere ao programa uma perspectiva única.

Eles traduzem os eventos internacionais, muitas vezes distantes, para a realidade brasileira. O programa já recebeu nomes de peso, como a ministra Marina Silva, o embaixador André Corrêa do Lago (presidente da COP30), o geógrafo Elias Jabbour e a economista Juliana Furno. Essas participações reforçam o compromisso com a qualidade do debate.

Como Assistir

O Brasil no Mundo é acessível por diversas plataformas. A TV Brasil pode ser sintonizada no canal aberto, em TVs por assinatura e parabólicas. Informações detalhadas sobre como sintonizar estão disponíveis em tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Para quem busca flexibilidade, o conteúdo está disponível no TV Brasil Play. O serviço pode ser acessado pelo site tvbrasilplay.com.br ou via aplicativo gratuito, compatível com sistemas Android e iOS.

A transmissão pela WebTV também é uma opção, diretamente no endereço tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Programação

  • Domingo, 14 de abril, às 19h30, na TV Brasil.
  • Madrugada de domingo para segunda-feira, 15 de abril, às 2h, também na TV Brasil.

Contexto

O cenário geopolítico contemporâneo é marcado por tensões regionais, disputas econômicas e a ascensão de novas potências, impactando diretamente o Brasil. A globalização interconecta mercados e políticas, fazendo com que eventos em qualquer parte do mundo ressoem localmente. Programas como o Brasil no Mundo surgem para decodificar esses fenômenos, oferecendo ao público brasileiro ferramentas para compreender um panorama internacional complexo e seus reflexos no dia a dia do país, desde a inflação de produtos importados até a formulação de políticas externas e a percepção de sua própria identidade no cenário global.

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