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Folha Jundiaiense

COP30: um ritual de discursos e inação

Reflexões sobre a Cúpula de Líderes em Belém

A COP30, que começa em 10 de setembro, retoma um ritual de discursos vazios e promessas não cumpridas desde 1992.

A COP30, que começa em 10 de setembro de 2025, teve como pré-evento a Cúpula de Líderes, iniciada em 6 de setembro, em Belém (PA). O evento retoma um ritual que se iniciou no Brasil, em 1992, no Rio de Janeiro, durante a Conferência das Nações Unidas sobre meio ambiente.

O simbolismo de Belém

O Rio de Janeiro simbolizou um momento de esperança em um mundo que buscava unir esforços para salvar o planeta, logo após o fim da Guerra Fria. Porém, Belém agora representa um mundo em desordem, onde os maiores poluidores se afastam das tratativas, refletindo a insegurança internacional e suas consequências nas agendas globais.

O dilema da transição energética

A transição energética, essencial para enfrentar a mudança climática, tornou-se um desafio de segurança nacional. O Brasil, que clama pelo fim dos combustíveis fósseis, avança na exploração desses recursos. Países em conflito buscam garantir qualquer tipo de energia para sobreviver, enquanto o Brasil busca monetizar seus recursos naturais.

Conclusão

A urgência de combater as mudanças climáticas parece ter sido relegada a segundo plano na comunidade internacional, restando apenas o ritual de promessas que, historicamente, não se concretizam.

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