A falta de consenso na COP30 e a ausência de líderes no G20 refletem desafios globais profundos.

A COP30 enfrenta dificuldades em chegar a um consenso, enquanto o G20 inicia sem importantes líderes mundiais.
COP30: Desafios e falta de consenso
neste sábado, 22 de outubro, a COP30 caminha para o encerramento, mas enfrenta o risco de não alcançar um consenso mínimo sobre a mudança climática. O presidente Lula (PT) destacou que a conferência pode não ser considerada “a melhor do mundo”, refletindo a gravidade da situação.
Os combustíveis fósseis, responsáveis por 82% das fontes de energia no mundo, são um dos principais obstáculos para a adoção de metas ambiciosas na transição energética. Países que dependem economicamente desses combustíveis resistem a propostas que visem à redução dessa dependência, como o “mapa do caminho” proposto pelo governo Brasileiro.
Incêndios e governança global
Um incêndio no pavilhão das negociações em Belém (PA) atrasou a conclusão do encontro, mas não é o único fator que contribui para a falta de consenso. A crise de governança global e o enfraquecimento do multilateralismo também são razões centrais para a dificuldade em se chegar a um acordo.
A negação do aquecimento global por líderes como Donald Trump e sua postura de rejeitar iniciativas que promovam ações coletivas agravam a situação. Trump, ao desarticular a união entre os países, impede a busca por soluções para a crise climática e outros desafios globais.
G20: Polarização e ausências importantes
Com a COP30 em andamento, a Cúpula do G20 começa na África do Sul, mas a polarização também se faz presente neste grupo que reúne nações ricas e emergentes. A ausência de líderes como Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin é um sinal claro das tensões existentes. Trump, por exemplo, boicotou o evento, recusando-se a enviar uma delegação americana, enquanto Putin enfrenta ameaças legais caso viaje para Joanesburgo.
Essa falta de participação reflete a crença de Trump de que os EUA devem se concentrar apenas em seus problemas internos, uma visão que contrasta com o espírito de cooperação que o G20 busca promover.
O futuro diante de um planeta desgovernado
O lema MAGA (Make America Great Again) de Trump encapsula sua abordagem: cuidar apenas do próprio “quintal” e ignorar o restante do mundo. Essa perspectiva é irônica, já que ele se tornará o próximo presidente do G20, mesmo sem acreditar nas propostas do grupo. A situação atual da COP30 e do G20 revela um planeta que carece de liderança e consenso, enfrentando desafios climáticos e sociais sem precedentes.
A continuidade do diálogo e a busca por soluções viáveis para a crise climática são essenciais, mas a falta de compromisso dos líderes mundiais pode atrasar ainda mais os avanços necessários para um futuro sustentável.