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Clubes brasileiros intensificam busca por talentos no futebol africano.

Clubes Brasileiros Ampliam Busca por Talentos no Futebol Africano

Nos últimos anos, clubes de futebol brasileiros têm intensificado a prospecção de talentos no continente africano, buscando antecipar-se ao mercado europeu na descoberta de jovens promessas.

Nova Estratégia: Olhando para a África

Tradicionalmente, o futebol brasileiro atua como exportador de talentos, enviando jogadores como Neymar, Endrick e estêvão para mercados mais ricos, como a Europa, o Oriente Médio, os EUA e a Ásia. Paralelamente, o país recebe jogadores de centros com menor expressão econômica, especialmente da América do Sul.

No entanto, a atenção dos clubes brasileiros para outros continentes, como a África, tem crescido significativamente, com investimentos em olheiros e programas de prospecção de talentos tanto para as categorias de base quanto para o profissional.

Jovens Africanos Ganham Espaço nas Categorias de Base

A presença de jogadores africanos nas categorias de base era rara no Brasil, em parte devido aos altos custos de observação e recrutamento. Contudo, muitos clubes passaram a enxergar essa busca como um investimento estratégico, buscando atletas que podem ser revelados antes de atingirem os altos valores do mercado europeu.

Em 2023, dirigentes de clubes como Flamengo e Palmeiras declararam publicamente o interesse em prospectar na África, buscando talentos em países como Gana, Senegal e Camarões. Como resultado, o Flamengo contratou o nigeriano Shola, o Palmeiras inscreveu o zagueiro Koné, da Costa do Marfim, no Campeonato Paulista de 2025, e o Atlético-MG conta com o meia Mamady Cissé, da Guiné, no sub-20. O Internacional também possui jogadores de destaque de Gana no sub-20: os volantes Denis Marfo e Benjamin Arhin, sendo que Arhin já estreou no profissional.

Presença no Futebol Profissional Ainda é Limitada

Apesar do aumento da presença nas categorias de base, a participação de jogadores africanos no futebol profissional brasileiro ainda é modesta. Em 2025, um levantamento identificou 19 atletas do continente registrados nas quatro divisões do futebol nacional, com apenas 4 na Série A. A Série D liderava com oito representantes, seguida pela Série B com cinco e a Série C com dois.

Ainda assim, há sinais de mudança. O zagueiro angolano Bastos, do Botafogo, se tornou o primeiro africano a conquistar o Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores.

Contexto

O aumento da prospecção de talentos africanos por clubes brasileiros representa uma mudança estratégica no mercado do futebol nacional, com o objetivo de descobrir jovens promessas e fortalecer as categorias de base, buscando um retorno esportivo e financeiro a longo prazo.

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