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Folha Jundiaiense

Casas Bahia apresenta resultados mistos no 3T, ações caem 7,5%

Apesar de crescimento na receita, alavancagem financeira continua a ser um desafio para a varejista

Casas Bahia apresenta resultados mistos no 3T, ações caem 7,5%
Casas Bahia apresenta resultados mistos no 3T. Foto: Shutterstock

Casas Bahia apresenta crescimento na receita, mas prejuízo aumenta e ações caem 7,5%.

Desempenho financeiro da Casas Bahia no 3T

No terceiro trimestre de 2025, o Grupo Casas Bahia (BHIA3) mostrou um desempenho misto em seus resultados financeiros, com crescimento na receita, mas um aumento significativo no prejuízo. Às 16h, as ações da companhia caíram 7,50%, cotadas a R$ 3,33, refletindo a preocupação do mercado com a elevada alavancagem financeira da empresa.

Resultados operacionais e alavancagem

A equipe de análise da XP Investimentos destacou que, apesar da alta de 19,6% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), que atingiu R$ 587 milhões, o prejuízo líquido da varejista foi de R$ 496 milhões, 34,4% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior. A alavancagem operacional continua a ser um peso significativo, uma vez que 92% do fluxo de caixa operacional foi utilizado para o pagamento de juros.

Crescimento da receita e desafios

O volume bruto de mercadorias (GMV) totalizou R$ 10,49 bilhões, apresentando um crescimento de 8,5%. O canal online se destacou com um aumento de 17,7%, enquanto o 1P (estoque próprio) subiu 9,2% em relação ao ano anterior. No entanto, o aumento das despesas financeiras e a conversão recente de debêntures limitaram a melhora no fluxo de caixa operacional, impactando negativamente os resultados.

Perspectivas e recomendações

Especialistas da Genial Investimentos observam que, apesar das dificuldades, o 4T pode trazer resultados melhores para a empresa, especialmente devido à parceria com o Mercado Livre, que ainda não foi totalmente refletida nos resultados deste trimestre. Para a Genial, a recomendação para as ações permanece de manutenção, com um preço-alvo de R$ 4,50. Por outro lado, o Goldman Sachs cortou a recomendação para venda, com um preço-alvo de R$ 3,10, indicando que a rentabilidade ainda precisa ser melhorada.

Conclusão

Em suma, embora a Casas Bahia esteja mostrando sinais de evolução em sua receita e lucratividade, a continuação de uma estrutura de custos elevada e o impacto da alavancagem financeira sobre seus resultados ainda levantam preocupações. O mercado acompanhará de perto os próximos passos da empresa, principalmente a eficácia de sua estratégia de transformação e a performance no próximo trimestre.

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