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Folha Jundiaiense

Bolsonaro em prisão: adaptação à nova rotina e desafios emocionais

O ex-presidente enfrenta dificuldades de saúde e isolamento após uma semana detido

Bolsonaro em prisão: adaptação à nova rotina e desafios emocionais
Bolsonaro na Superintendência da PF • CNN Brasil — Foto: Bolsonaro na Superintendência da PF  • CNN Brasil

Após uma semana preso, Bolsonaro tenta se adaptar à rotina e enfrenta desafios de saúde e isolamento.

Preso há uma semana, Jair Bolsonaro (PL) tenta se adaptar à rotina restrita na superintendência da polícia federal e ao isolamento familiar e político imposto pela execução da pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. A situação tem gerado diversas dificuldades para o ex-presidente, que agora vive em uma cela especial de aproximadamente 12 metros quadrados.

Os relatos de familiares e médicos indicam que Bolsonaro tem utilizado as manhãs para tomar banho de sol, embora a área onde pode circular seja limitada, o que não favorece a prática de caminhadas que poderiam ajudar a amenizar crises de soluço e vômitos constantes. As crises de saúde têm sido uma preocupação constante, e o ex-presidente já recebeu atendimento médico por telefone para ajustar sua medicação.

Alimentação e suporte familiar

Três vezes ao dia, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF, Bolsonaro recebe refeições preparadas pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Essa escolha responde tanto a uma orientação médica, devido ao histórico de cirurgias abdominais, quanto ao receio do ex-presidente em consumir alimentos oferecidos pela PF. Durante este período, ele também tem acesso à programação de TV aberta, permitindo que acompanhe noticiários e partidas de futebol, o que representa seu principal entretenimento.

Nos últimos dias, a CNN conversou com pessoas próximas a Bolsonaro, que confirmaram que ele demonstra abalo emocional. O afastamento da família, que precisa de visitas autorizadas, tem gerado sentimentos de solidão. Além disso, o ex-presidente repete que não teve um “julgamento justo”, o que contribui para sua angústia.

Crises de saúde e articulações políticas

Bolsonaro relata dificuldades para dormir e crises intensas de soluço e refluxo. Na quinta-feira (27), foi atendido por telefone pelo cardiologista Leandro Echenique, que ajustou sua medicação. Essa situação de saúde tem sido uma das prioridades nas conversas com as visitas, que não se concentram nas articulações políticas para 2026, mas sim em oferecer suporte emocional e discutir possibilidades de recursos legais para que ele possa cumprir pena em prisão domiciliar.

O ex-presidente foi preso preventivamente em 22 de novembro, após violar a tornozeleira eletrônica e alegar “alucinação” e “paranoia” para justificar seu ato. Ele negou qualquer tentativa de fuga. A defesa aposta na ideia de que essa “confusão mental” foi provocada pelo uso de um medicamento sem conhecimento dos médicos que o acompanham.

Na terça-feira (27), sua prisão preventiva foi convertida em definitiva após a execução da pena pelo plano de golpe de Estado. Ao longo da semana, ele recebeu Visitas de Michelle e dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan, todos eles buscando oferecer apoio durante esse período difícil.

Preso, o ex-presidente tem acesso liberado, sem necessidade de autorização prévia, a advogados e médicos responsáveis pela sua saúde, o que garante que ele possa continuar recebendo o acompanhamento necessário durante sua detenção.

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