Descubra quais empresas estão se destacando no mercado brasileiro em comparação às gigantes da tecnologia

Empresas menos conhecidas superam as Big Techs em valorização no Brasil em 2023.
Em 2023, as empresas menos conhecidas estão demonstrando um desempenho superior em valorização de ações em comparação às tradicionais Big Techs americanas. As “Sete Magníficas” — Nvidia, Alphabet (Google), Microsoft, Meta, Tesla, Amazon e Apple — estão vendo seu crescimento ser eclipsado por companhias como MP Materials e Sibanye StillWater, que superaram a marca de 140% de alta até outubro. Este fenômeno foi evidenciado por um estudo da consultoria Quantum Finance.
Sete Magníficas versus novas estrelas do mercado
Enquanto a Nvidia viu uma alta de apenas 27,72%, a MP Materials, que opera no setor de terras raras, teve um aumento impressionante de 243,73%. A Sibanye, que se destaca na mineração de platina, paládio e ródio, apresentou uma valorização de 181,35%. Outras companhias como Quantumscape e Gold Fields também se destacaram, com altas de 174,31% e 166,25%, respectivamente. Esse desempenho revela uma mudança significativa nas preferências dos investidores, que buscam oportunidades além das grandes techs.
Fatores que impactam o desempenho das Big Techs
O desempenho irregular das Sete Magníficas pode ser atribuído a diversos fatores. A valorização do real frente ao dólar, que resultou em uma baixa de 13% da moeda americana, impactou negativamente os BDRs, que são papéis cotados em dólar. Além disso, as preocupações com uma possível bolha no setor tecnológico, impulsionadas por investimentos elevados em inteligência artificial, geram incertezas sobre a sustentabilidade do crescimento das Big Techs.
Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil, destaca que o lucro da Meta, por exemplo, despencou 83% no terceiro trimestre, evidenciando que os custos dos investimentos em IA estão consumindo grande parte dos lucros.
O futuro das tecnologias de IA e a busca por novas oportunidades
As empresas de tecnologia enfrentam um dilema: continuar investindo pesadamente em IA ou ajustar suas estratégias para garantir a rentabilidade. A necessidade de infraestrutura robusta e investimentos bilionários para atender à demanda crescente por IA levanta questões sobre a viabilidade de crescimento futuro. Segundo Guilherme Morais, analista da VG Research, o governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, incentivou a produção de terras raras para diminuir a dependência da China, o que colocou esse setor em evidência.
Com os atritos entre a China e os EUA, o interesse por empresas de terras raras aumentou, e o Brasil se destaca como um potencial fornecedor. Essa busca por ativos mais tangíveis está mudando o perfil de investimento do mercado, que agora se volta para commodities e setores emergentes, distantes das tradicionais Big Techs.
Comparação entre desempenho das Big Techs e novas oportunidades
Analistas como Henrique Vasconcellos, da Nord Investimentos, destacam que a Nvidia, como principal fornecedora de chips, continuará a se beneficiar do aumento da demanda por tecnologia. Em contrapartida, a Alphabet, que enfrentou um ano difícil, está começando a mostrar resultados positivos com a implementação de novas ferramentas de IA.
A Meta e a Microsoft, embora apresentem resultados promissores, estão sob pressão devido a expectativas de gastos mais altos do que o mercado previa. O ciclo de investimento e as incertezas sobre os retornos tornam o cenário desafiador para essas empresas.
Conclusão: um novo horizonte para investidores
Com o aumento do interesse em ativos físicos e a busca por novas oportunidades de investimento, o mercado de tecnologia está em transformação. Embora as Big Techs ainda tenham um papel crucial na economia, os investidores estão cada vez mais atentos a novas narrativas e setores emergentes. A diferença de desempenho entre essas empresas e as Big Techs poderá definir o futuro do mercado em 2024 e além.