Banpará Rescinde Contrato com a Entrepay Após Liquidação Extrajudicial
O Banco do Estado do Pará (Banpará) (BPAR3) anuncia a rescisão unilateral do contrato que mantinha com a Entrepay, empresa de maquininhas de cartão. A decisão surge após o Banco Central (BC) decretar a liquidação extrajudicial da Entrepay na última sexta-feira, 27.
A medida visa proteger os interesses do banco e de seus clientes diante da instabilidade da situação da Entrepay. A diretoria do Banpará agiu prontamente para minimizar possíveis impactos negativos.
Detalhes da Rescisão e Impacto no Banpará
“A diretoria colegiada deliberou pela rescisão unilateral do contrato de parceria comercial para serviços de multiadquirência firmado com a Entrepay Instituição de Pagamentos”, informa o comunicado oficial do Banpará. A rescisão entra em vigor imediatamente.
O contrato entre o Banpará e a Entrepay envolvia a prestação de serviços de multiadquirência, permitindo que comerciantes credenciados ao banco pudessem aceitar diversas bandeiras de cartão através das maquininhas da Entrepay. Com a rescisão, o Banpará buscará alternativas para garantir a continuidade desses serviços.
O que é Multiadquirência?
Multiadquirência é um modelo de negócio no qual uma empresa oferece aos seus clientes a possibilidade de aceitar pagamentos de diversas bandeiras de cartão de crédito e débito através de um único contrato e sistema. Isso simplifica a gestão de pagamentos para o comerciante.
Banco do Nordeste Também Rescindiu Contrato Anteriormente
A decisão do Banpará segue um movimento similar do Banco do Nordeste (BNB), que já havia encerrado seu contrato com a Entrepay no início do mês. A rescisão do BNB ocorreu em meio a um crescente número de reclamações de clientes relacionadas à retenção de recursos de vendas feitas nas maquininhas da empresa.
O Banco do Nordeste tomou essa atitude para proteger seus clientes, principalmente os pequenos comerciantes, que dependem do fluxo de caixa gerado pelas vendas com cartão. A retenção de valores pela Entrepay estava causando sérios problemas financeiros para esses empreendedores.
Reclamações de Lojistas e Perdas Financeiras
Pequenos comerciantes relatam perdas significativas devido à retenção de valores pela Entrepay. Alguns lojistas divulgaram na internet que tiveram prejuízos superiores a R$ 100 mil em vendas realizadas e não recebidas.
As reclamações incluem relatos de valores retidos por longos períodos, dificuldade de contato com a empresa e falta de informações claras sobre os motivos da retenção. Essa situação gerou grande insegurança e desconfiança entre os usuários das maquininhas da Entrepay.
Como a Liquidação Extrajudicial Afeta os Lojistas?
A liquidação extrajudicial da Entrepay aumenta a incerteza sobre a recuperação dos valores retidos dos lojistas. O processo de liquidação envolve a apuração dos ativos e passivos da empresa para posterior pagamento dos credores, seguindo uma ordem de prioridade estabelecida por lei. Não há garantia de que todos os lojistas receberão integralmente os valores devidos.
O Que Está em Jogo Para o Banpará
O Banpará busca minimizar o impacto da rescisão contratual com a Entrepay em seus serviços e na relação com seus clientes. A busca por um novo parceiro para serviços de multiadquirência é crucial para garantir a continuidade da oferta de soluções de pagamento aos comerciantes.
A reputação do Banpará também está em jogo. A rápida resposta à crise da Entrepay demonstra o compromisso do banco com a proteção dos interesses de seus clientes e a manutenção da confiança no mercado.
Próximos Passos Para o Banpará
O Banpará deve anunciar em breve um novo parceiro para serviços de multiadquirência. O banco deve priorizar a escolha de uma empresa sólida e confiável, com capacidade para atender às necessidades de seus clientes e garantir a segurança das transações financeiras.
É fundamental que o Banpará comunique de forma clara e transparente as mudanças aos seus clientes, oferecendo suporte e orientação durante o período de transição.
Contexto
A liquidação extrajudicial da Entrepay pelo Banco Central expõe a fragilidade de algumas instituições de pagamento e o risco para comerciantes que dependem dessas empresas para processar suas vendas. O caso reforça a importância da regulamentação e supervisão do setor para garantir a segurança e a estabilidade do sistema financeiro.