O consórcio AcquaVias SP assume na próxima segunda-feira (9) a concessão de 14 travessias hídricas e litorâneas do estado de São Paulo, operadas atualmente pela Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística).
A primeira novidade será a aceitação de Pix e cartões de débito e crédito para a compra das passagens já na próxima segunda-feira (9). Hoje, apenas dinheiro e cobrança automática (Sem Parar, ConectCar, Veloe, Taggy e Move Mais) são aceitos.
O anúncio oficial do início das operações da concessionária está marcado para a manhã desta sexta-feira (6) no estaleiro das Travessias Litorâneas, no Guarujá, com a presença da secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, do secretário executivo de Parcerias em Investimentos, Thiago Nunes, e do presidente da AcquaVias SP, Rodolfo Lima.
Vencedora do leilão da parceria público-privada (PPP) realizada pelo governo estadual no ano passado, a empresa tem investimento previsto de R$ 2,5 bilhões nos 20 anos de concessão. A contraprestação anual do Estado é de R$ 402,93 milhões.
“O contrato foi feito para ter a remuneração da concessionária baseada nos indicadores e metas, como redução de filas e melhoria do serviços”, diz Natália Resende. “O valor não é baseado na tarifa. O que sustenta essa concessão é exatamente o aporte do Estado.”
A concessão abrange 14 travessias na Baixada Santista, no litoral norte, no litoral sul, na região metropolitana de São Paulo e no Vale do Paraíba. O sistema atende cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos por ano.
Os próximos três meses serão a fase de transição entre as gestões, com a operação assistida, período em que a Semil acompanhará a prestação dos serviços e apoiará a adaptação ao novo modelo gerencial. Depois deste prazo, a concessionária assumirá o comando da operação. Os valores das tarifas continuam os mesmos e não há prazo para serem reajustados.
Dentro do investimento previsto estão a incorporação de 45 novas embarcações, sendo 40 elétricas, além de 20 terminais novos ou ampliados, centros de controle operacional, novas oficinas de manutenção, cabines automáticas de cobrança e sistemas de automação e segurança.
A programação prevê que as balsas atuais sejam aposentadas a partir do terceiro ano da concessão para darem lugar às versões elétricas, melhorando assim a questão ecológica.
Desde 2023, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) diz ter investido cerca de R$ 240 milhões na modernização do sistema, incluindo a reforma de 23 embarcações, a aquisição de motores e equipamentos e a execução de obras de infraestrutura nos terminais.
Segundo o cronograma do contrato de concessão, todas as travessias deverão operar com capacidade total até o final do sétimo ano, com as obras concluídas e a frota elétrica já operacional.
Travessias hídricas de São Paulo
Litoral
- Santos – Guarujá
- Santos – Vicente de Carvalho
- Bertioga – Guarujá
- São Sebastião – Ilhabela
- Iguape – Jureia
- Cananeia – Ilha Comprida
- Cananeia – Continente
- Cananeia – Ariri
Região metropolitana de São Paulo (represa Billings) - Bororé – Grajaú
- Taquacetuba – Bororé
- João Basso – Taquacetuba
Vale do Paraíba
- Porto Paraitinga
- Porto Varginha
- Porto Natividade da Serra
*Por Claudinei Queiroz/Folhapress



