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Folha Jundiaiense

Apoio a execuções no Caribe é baixo entre norte-americanos, revela pesquisa

Apenas 29% dos entrevistados nos EUA apoiam medidas extremas contra o tráfico de drogas

Apoio a execuções no Caribe é baixo entre norte-americanos, revela pesquisa
(Foto: Casa Branca/Divulgação via REUTERS)

Pesquisa revela que apenas 29% dos americanos apoiam execuções sem julgamento no Caribe.

Apoio a execuções no Caribe é baixo entre norte-americanos

A pesquisa realizada pela Reuters/Ipsos revelou que apenas 29% dos norte-americanos apoiam o uso das Forças Armadas dos EUA para matar suspeitos de tráfico de drogas sem a participação de um juiz ou tribunal. Esse dado surge em meio a uma crescente militarização da América Latina, com foco especial na Venezuela. A pesquisa, que foi realizada durante seis dias, concluiu na quarta-feira, quando a oposição a essas ações militares chegou a 51% entre os entrevistados.

A divisão política em torno deste tema é marcante. Enquanto 58% dos republicanos apoiaram as ações, 27% se opuseram a elas. Entre os democratas, três quartos se mostraram contrários às execuções, com apenas 10% a favor. Esse cenário indica um descontentamento crescente com a abordagem militar do governo Trump, que ordenou pelo menos 20 ataques nos últimos meses contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas, resultando na morte de pelo menos 79 pessoas.

Críticas às operações militares

Grupos de Direitos Humanos, como a Anistia Internacional, condenaram os ataques, classificados como execuções extrajudiciais ilegais, e expressaram preocupações de que os EUA possam estar violando o direito internacional. O governo Trump defende que os Estados Unidos estão em guerra contra os cartéis de drogas, e por isso, os tribunais não são necessários durante conflitos armados. A Casa Branca também acusou o governo venezuelano de estar ligado aos traficantes, uma alegação que Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, nega.

Aumentos nas operações militares

A pesquisa também mostrou que apenas 35% dos entrevistados apoiam o uso da força militar dos EUA na Venezuela para conter o tráfico de drogas sem a autorização do governo local. Recentemente, o porta-aviões Gerald R. Ford, o maior e mais avançado da Marinha dos EUA, e outros navios de guerra foram deslocados para o Caribe, o que representa uma escalada militar significativa na região. Maduro, que tem estado no poder desde 2013, considera que essa Movimentação dos EUA visa destituí-lo do cargo, enquanto Trump ameaçou que os dias de Maduro estão contados.

Opiniões sobre a destituição de Maduro

em relação à remoção de Maduro, apenas 21% dos entrevistados apoiam o uso das Forças Armadas dos EUA para esse fim, enquanto 31% prefeririam que a destituição fosse feita por meios não militares. A pesquisa, que entrevistou 1.200 adultos norte-americanos, teve uma margem de erro de 3 pontos percentuais, refletindo a complexidade e a diversidade de opiniões sobre a intervenção militar dos EUA na América Latina.

Com a crescente tensão e o aumento das operações militares, o cenário no Caribe e na Venezuela continua a ser um ponto de debate significativo, tanto para a política interna dos EUA quanto para as relações internacionais na região.

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