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Folha Jundiaiense

Ancelotti mantém escalação e define o Brasil para o confronto com o Japão

A Seleção Brasileira entra em campo nesta tarde para o mata-mata da Copa do Mundo. O adversário é o Japão, em duelo válido pelas oitavas de final, que acontece em Houston, nos Estados Unidos.

A bola rola a partir das 14h (horário de Brasília).

O técnico Carlo Ancelotti decidiu manter a mesma formação que venceu a Escócia por 3 a 0 na última quarta-feira (24), em Miami. A estratégia busca a consistência de um time que mostrou entrosamento recente e bom desempenho ofensivo.

O Brasil inicia a partida com: Alisson no gol; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos na linha defensiva; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá no meio-campo; e o trio de ataque formado por Rayan, Matheus Cunha e Vinícius Júnior. A escolha por Rayan, jovem promessa, indica confiança do treinador em seu potencial.

Ancelotti aposta na base vencedora; Rayan ganha espaço

A única alteração forçada na equipe brasileira é o desfalque do atacante Raphinha. Ele se recupera de uma lesão no músculo posterior da coxa direita.

O problema físico surgiu na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, há dez dias, em jogo disputado na Filadélfia. A ausência de Raphinha abriu caminho para Rayan no time titular, uma oportunidade significativa para o jovem atleta neste estágio da competição.

No banco de reservas, a presença de Neymar volta a ser um dos pontos de maior atenção. O camisa 10, recuperado de uma lesão grau dois na panturrilha direita que o afastou por um mês, retornou durante o segundo tempo da vitória contra a Escócia.

Apesar de sua condição física ainda não ideal para atuar os 90 minutos, a expectativa é que entre no decorrer da partida, adicionando criatividade e poder de fogo. Neymar, aliás, tem o Japão como sua maior vítima na Seleção, com nove gols em cinco jogos.

Japão reformulado busca surpreender o Brasil

Do outro lado, o Japão, comandado pelo técnico Hajime Moriyasu, também apresenta sua escalação. Os “Samurais Azuis” entram em campo com: Zion Suzuki; Takehiro Tomiyasu, Shogo Taniguchi e Hiroki Ito; Keito Nakamura, Junya Ito, Kaishu Sano e Ritsu Doan; Daizen Maeda, Daichi Kamada e Ayase Ueda. A formação indica um time com capacidade de transição rápida e boa organização tática.

Moriyasu promoveu quatro alterações na equipe em relação ao empate por 1 a 1 com a Suécia, ocorrido na quinta-feira (25), em Dallas. Na defesa, Tomiyasu e Hiroki Ito substituem Yukinari Sugawara e Kou Itakura, este último lesionado no posterior da coxa esquerda no jogo anterior.

O zagueiro Ayumu Seko deu lugar ao volante Kaishu Sano, enquanto Ao Tanaka foi para o banco e o meia Junya Ito se tornou titular. As mudanças buscam dar mais solidez defensiva e maior poder de criação no meio-campo.

Além de Itakura, o Japão tem outro desfalque importante: o meia Takefusa Kubo. Ele não se recuperou a tempo de uma lesão no joelho esquerdo e só estará à disposição se a seleção japonesa avançar para as quartas de final.

As baixas representam um desafio extra para a equipe asiática, que precisará ajustar seu esquema sem dois de seus nomes mais conhecidos.

Histórico favorável ao Brasil, mas com alerta recente

O retrospecto geral entre Brasil e Japão pende esmagadoramente para a equipe sul-americana. Em 14 confrontos, o Brasil soma 11 vitórias e dois empates, com apenas uma derrota. No entanto, o único revés aconteceu justamente no último encontro.

Foi um amistoso em Tóquio, em outubro do ano passado. A Seleção Brasileira foi superada de virada por 3 a 2. A partida serve de alerta para o Brasil, que não pode subestimar o adversário, mesmo com a vantagem histórica.

A derrota recente mostra a evolução do futebol japonês e a capacidade de complicar para qualquer potência. O jogo desta tarde carrega o peso de uma eliminação precoce para um dos lados, tornando a partida imprevisível e de alta tensão.

Contexto

As oitavas de final da Copa do Mundo representam um filtro decisivo na competição, separando os verdadeiros candidatos ao título das equipes que conseguiram avançar na fase de grupos. Para o Brasil, a meta é o hexacampeonato, e cada fase eliminatória é vista como um passo obrigatório nessa busca. Já para o Japão, a participação é um reflexo do crescimento do futebol asiático, que tem investido em infraestrutura e formação de jogadores ao longo das últimas décadas. Um avanço para as quartas de final seria um feito histórico para os Samurais Azuis, solidificando seu status como uma força emergente no cenário internacional do esporte. O confronto também ilustra a globalização do futebol, com equipes de diferentes continentes buscando afirmar sua identidade e estilo de jogo.

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