Comentarista critica a cobrança do meia que poderia ter garantido a vitória da seleção brasileira

Caio Ribeiro critica a cobrança de pênalti de Paquetá, que poderia ter garantido a vitória contra a Tunísia.
Análise do erro de Paquetá em pênalti durante Brasil x Tunísia
Nesta terça-feira (18), Lucas Paquetá teve uma chance crucial durante o amistoso internacional contra a Tunísia, realizado na França. O meia, que poderia ter assegurado a vitória para a Seleção Brasileira, passou em branco ao desperdiçar uma cobrança de pênalti na segunda etapa, resultando em um empate sem gols. O ex-jogador e atual comentarista Caio Ribeiro não hesitou em criticar a execução do pênalti em sua análise na transmissão da Globo.
O erro na cobrança de pênalti
Conforme a avaliação de Caio Ribeiro, Paquetá adotou uma abordagem que não seria eficaz nesta situação. O jogador espera que o goleiro adversário se mova antes de definir seu chute, mas o goleiro tunisiano, Dahmen, permaneceu imóvel até o último momento, o que levou o camisa 11 a perder a precisão na cobrança. Ribeiro comentou sobre a técnica de Paquetá e como a estratégia do goleiro influenciou o resultado.
“O goleiro foi bem. Porque o Estêvão tem um estilo de bater diferente do Paquetá, que espera o goleiro cair para bater, só que desta vez, ele não se mexeu. O arqueiro esperou até o último segundo, e aí, o Paquetá perdeu um pouco da precisão e a bola acabou subindo.”
Desempenho da Seleção Brasileira
A partida contra a Tunísia foi marcada por dificuldades para o Brasil. Após uma vitória convincente sobre Senegal por 2 a 0 no último sábado (15), a Seleção não conseguiu manter o mesmo nível de desempenho. Os tunisianos, bem organizados defensivamente, dificultaram as ações ofensivas do time comandado por Carlo Ancelotti nos primeiros 25 minutos. O técnico Sami Trabelsi orientou seus jogadores a explorarem o lado esquerdo do ataque, onde o lateral-direito Wesley, que acabou levando um cartão amarelo, cometeu falhas que resultaram no gol da Tunísia.
O Brasil só acordou para o jogo após o gol adversário, mas mesmo assim, a equipe teve dificuldades em criar oportunidades claras. Jogadores como Rodrygo, Vini Jr. e Matheus Cunha não conseguiram se impor na frente, e a aproximação de Casemiro e Bruno Guimarães frequentemente esbarrava em uma defesa sólida.
Mudanças no segundo tempo
Após o empate conseguido por Estêvão, que converteu um pênalti marcado com auxílio do VAR, Ancelotti promoveu mudanças na equipe para o segundo tempo. Com a entrada de Danilo no lugar de Wesley e Vitor Roque substituindo Matheus Cunha, o Brasil apresentou uma postura mais ofensiva, mas ainda assim não conseguiu reproduzir a boa atuação do jogo anterior.
A Seleção teve a chance de virar a partida com um novo pênalti, também marcado após falta em Vitor Roque, mas Paquetá, novamente, não teve sucesso na cobrança, enviando a bola por cima. Nos minutos finais, o Brasil tentou pressionar, mas sem criatividade, e Estêvão ainda acertou a trave em uma das últimas jogadas do jogo.
Conclusão
O amistoso contra a Tunísia revelou fragilidades na seleção brasileira, que não conseguiu capitalizar as oportunidades criadas. O erro de Paquetá em um momento decisivo foi um reflexo do desempenho irregular do time, que ainda busca se encontrar em campo após as mudanças na comissão técnica e na escalação.