Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro se compromete com exigências de Moraes

O secretário Victor Santos promete cumprir as exigências do STF sobre a operação Contenção, que resultou em 121 mortes.
Victor Santos promete entrega de documentos sobre operação Contenção ao STF
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, afirmou nesta segunda-feira (10) que o governo estadual cumprirá integralmente as determinações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a operação Contenção, que resultou em 121 mortes nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Santos declarou que todos os documentos solicitados, incluindo laudos, relatórios e imagens de câmeras corporais, serão entregues dentro do prazo fixado pelo Supremo. “Todos eles [os documentos]. Isso foi conversado durante a reunião com o ministro. Alguns não foram entregues naquele momento porque os laudos ainda estavam sendo confeccionados”, informou o secretário.
Detalhes da operação e suas consequências
O principal alvo da investigação é o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, que atuou na gestão municipal entre 2017 e 2023. Na mesma data, Moraes determinou que o governo de Cláudio Castro (PL) envie ao STF, em até 48 horas, todos os laudos de autópsia, relatórios de inteligência e registros audiovisuais relacionados à operação, deflagrada em 28 de Outubro. Essa decisão faz parte da ADPF das Favelas, que trata da letalidade policial no Estado.
A operação Contenção, que tinha como objetivo atingir o Comando Vermelho (CV), foi uma das mais letais da história do Rio de Janeiro. Segundo dados oficiais, 121 pessoas morreram, incluindo quatro policiais. A ação, que contou com cerca de 2.500 agentes, buscava cumprir mandados judiciais contra suspeitos ligados à facção criminosa.
Repercussão da operação na sociedade
Imagens de moradores transportando corpos pela comunidade da Penha geraram repercussão internacional, levando o Supremo a cobrar esclarecimentos do governo fluminense. A ação foi criticada por organizações de direitos humanos e despertou a atenção da mídia nacional e internacional.
Em decisão paralela, Moraes também determinou que o Estado preserve todas as provas e informe com precisão o número de mandados expedidos e cumpridos durante a operação. Essas ações visam garantir a transparência e a responsabilização em casos de letalidade policial, um tema recorrente nas discussões sobre segurança pública no Brasil.