Celina Leão defende que ex-presidente não deve cumprir pena em regime fechado

Celina Leão, vice-governadora do DF, defende que Bolsonaro não deve cumprir pena em regime fechado.
Vice-governadora Celina Leão defende prisão domiciliar para Bolsonaro
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), declarou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não deveria cumprir pena em regime fechado. Em entrevista à CNN, Celina afirmou: “A gente tem feito gestão para pedidos ao ministro Alexandre para que mantenha ele [Bolsonaro] em prisão domiciliar”. Essa solicitação, segundo a vice-governadora, é feita de forma informal, destacando a proximidade de Leão com a família Bolsonaro.
Preocupações com a saúde de Bolsonaro
A situação de Bolsonaro é considerada preocupante por aliados, que mencionam a instabilidade de sua saúde, especialmente devido a restrições alimentares impostas após diversos procedimentos cirúrgicos. Celina Leão enfatiza que as preocupações com o estado de saúde do ex-presidente são legítimas, o que reforça o argumento pela prisão domiciliar.
Expectativas sobre a decisão do STF
Bolsonaro já completou 100 dias em prisão domiciliar e aguarda uma definição do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). “Ficamos bem restritos à decisão que a Vara de Execuções Penais vai tomar com o ministro Alexandre de Moraes”, disse Celina, ressaltando a importância da decisão que determinará o futuro do ex-presidente.
Local de prisão e possíveis cenários
O Complexo Penitenciário da Papuda tem três locais reservados caso Bolsonaro seja enviado para cumprir pena. As áreas são isoladas, sendo uma delas destinada a vulneráveis. A vice-governadora também mencionou que a expectativa é de que a decisão final sobre o local onde Bolsonaro será preso seja tomada em breve.
Trânsito em julgado e condenação
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por sua participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ele aguarda o trânsito em julgado no STF, o que significa que todos os recursos precisam ser esgotados para que o processo seja considerado finalizado. A expectativa é de que isso ocorra ainda neste ano, o que pode impactar diretamente a situação do ex-presidente em relação à sua condenação e ao cumprimento da pena.