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Venezuela recebe grande solidariedade de líderes globais pós-terremoto

Fortes terremotos de magnitude 7.2 e 7.5 na escala Richter abalaram a Venezuela na última quarta-feira, desencadeando uma imediata e ampla onda de solidariedade internacional. Chefes de Estado de todo o mundo manifestaram apoio ao país sul-americano, prometendo assistência humanitária e equipes de resgate diante da devastação. Dados oficiais contabilizam 164 mortos e 970 feridos.

As perdas podem ser muito maiores. Projeções do Serviço Geológico dos EUA (USGS) apontam a probabilidade de dezenas de milhares de vítimas. O impacto econômico projetado é severo, com uma perda estimada entre 1% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano.

Este golpe financeiro adicional complica a situação de uma nação já fragilizada por anos de crise econômica, escassez e alta inflação. A infraestrutura do país, notadamente a habitacional, enfrenta um teste brutal, com pouca capacidade de absorver tamanha destruição sem ajuda externa massiva.

Onda Global de Apoio à Venezuela

A reação global foi rápida. Líderes de nações como França, Irã, Arábia Saudita, Cuba, Turquia, China, Índia, Rússia, Paquistão, Itália e Espanha, além de organismos como a União Africana e a União Europeia, expressaram solidariedade. Na América Latina, Bolívia, Chile, Colômbia, Argentina, Peru, México e Panamá também se prontificaram.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou “grande preocupação e consternação” com o desastre. Lula prometeu enviar ajuda e assistência ao país vizinho.

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu o apoio brasileiro. “Valorizamos sinceramente esse gesto de solidariedade e fraternidade entre os nossos povos, reafirmando os laços históricos de cooperação e amizade que nos unem”, declarou Rodríguez, em resposta a Lula.

Do México, a presidente Claudia Sheinbaum informou ter contatado o governo venezuelano. Ela instruiu sua administração a preparar o envio de apoio necessário, incluindo pessoal especializado em resgate e assistência médica.

“O México sempre se solidariza — e continuará a se solidarizar — com os outros”, afirmou Sheinbaum.

Cuba também já atua na frente de ajuda. O presidente Miguel Díaz-Canel confirmou que “profissionais de saúde cubanos estão cooperando ativamente na prestação de assistência aos afetados”, uma extensão da histórica relação bilateral.

Reação dos Estados Unidos

O governo dos Estados Unidos se manifestou. O presidente Donald Trump, em rede social, destacou a disposição do país em auxiliar.

O secretário de Estado, Marco Rubio, informou sobre o envio de equipes de busca e resgate, além de recursos médicos e assistência humanitária à Venezuela.

“Instruí todas as agências do nosso governo a se prepararem para agir rapidamente. Estaremos lá para nossos novos e queridos amigos. Os primeiros relatos não são bons”, disse Trump, sublinhando a gravidade da situação.

A Rivalidade de Essequibo Pelo Desastre

Um gesto diplomático inesperado veio da Guiana. Apesar da intensa disputa territorial pela região de Essequibo, o presidente guianense, Irfaan Ali, manifestou solidariedade.

“Como vizinhos, estamos prontos para oferecer assistência dentro de nossa capacidade. Nosso amor, nossas orações e nossos pensamentos estão com as famílias dos afetados e o povo da Venezuela”, afirmou Ali em uma rede social.

Delcy Rodríguez respondeu à mensagem. “A sua mensagem transmite solidariedade, respeito e um sentido de vizinhança em relação aos venezuelanos”, disse a chefe de Estado venezuelana.

A China, outro parceiro estratégico da Venezuela, também se prontificou. “Estamos confiantes de que, sob a liderança do governo, o povo da Venezuela se recuperará e reconstruirá em breve”, declarou Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.

Contexto

A Venezuela enfrenta há anos uma profunda crise econômica e social, marcada por hiperinflação, escassez de produtos básicos e um êxodo populacional sem precedentes. A infraestrutura do país, já precária, foi severamente testada pelos tremores. A capacidade de resposta do governo para uma catástrofe desta magnitude é limitada, tornando a assistência internacional um pilar essencial para a recuperação e mitigação do sofrimento da população a longo prazo. O desastre agrava as tensões sociais e exige um esforço coordenado para evitar um colapso ainda maior nas condições de vida.

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