Instituto aponta crescimento pífio nas vendas do varejo para os próximos meses

Projeção do Ibevar indica crescimento quase nulo no varejo para os próximos meses, refletindo desafios econômicos.
Crescimento pífio no varejo para o fim do ano
A projeção de vendas para o final de 2023 indica um cenáRio desolador para o varejo Brasileiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e a FIA Business School, o varejo restrito deve apresentar um crescimento pífio de apenas -0,01% em novembro, -0,04% em dezembro e 0% em janeiro. Com isso, a média geral de crescimento no varejo ampliado alcançará apenas 0,3%.
Expectativas para o varejo restrito e ampliado
O varejo restrito, que abrange segmentos como supermercados, vestuário e artigos farmacêuticos, está enfrentando dificuldades significativas. A projeção de vendas mostra um desempenho fraco, com uma leve recuperação prevista apenas para janeiro. Por outro lado, o varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, deverá avançar apenas 0,42% em novembro antes de voltar a recuar em dezembro.
Desafio do endividamento das famílias
A situação do consumo das famílias é preocupante. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 79,5% das famílias estão endividadas, e 30,5% estão inadimplentes. O aumento do endividamento e a alta taxa de juros estão criando um ambiente econômico difícil, onde muitos consumidores não conseguem honrar suas dívidas, refletindo a precariedade do cenário.
Análise do presidente do Ibevar
Claudio Felisoni, presidente do Ibevar, observa que o crescimento do varejo nos próximos meses será lateral, refletindo uma resiliência moderada do consumo, muito ligada ao emprego das famílias. Ele ressalta que, apesar das dificuldades, alguns serviços pessoais continuam a crescer, indicando que os consumidores estão tentando manter seu padrão de vida.
Comparações com o ano anterior
Comparando com o ano passado, o varejo restrito apresentou um crescimento de 0,58% e um aumento acumulado de 1,80% nos últimos 12 meses. Entretanto, o varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, registrou uma queda significativa, o que aponta para um ritmo de recuperação lento no setor. Essa análise revela a fragilidade do cenário econômico e os desafios que o varejo enfrenta para se recuperar plenamente.
O futuro do varejo brasileiro, portanto, parece incerto, com um crescimento pífio previsto e desafios contínuos que precisam ser superados para que o setor se restabeleça.