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UBS considera transferência de sede para os EUA em meio a reformas na Suíça

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Conversa entre presidente do UBS e secretário do Tesouro dos EUA levanta possibilidades de mudança diante de novas exigências de capital.

UBS considera transferência de sede para os EUA em meio a reformas na Suíça
Colm Kelleher em reunião. Foto: Pascal Mora/Bloomberg — Foto: Colm Kelleher (Pascal Mora/Bloomberg)

Conversa entre UBS e EUA pode indicar transferência de sede devido a reformas de capital na Suíça.

UBS avalia transferência de sede para os EUA

O presidente do UBS, Colm Kelleher, teve conversas com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre a possível mudança da sede do banco para os Estados Unidos. Essa discussão surge em meio a incertezas relacionadas às reformas de capital que estão sendo propostas na Suíça. De acordo com informações do Financial Times, a administração Trump estaria receptiva à ideia de receber o maior banco da Suíça.

Contexto das conversas

Os dois executivos discutiram em privado como poderia ser essa mudança, com o UBS classificando as reformas de capital suíças pós-Credit Suisse como “extremas”. Essas novas regras poderiam elevar em cerca de US$ 26 bilhões os requisitos de capital do banco. Em março, a Bloomberg informou que o UBS já considerava a possibilidade de transferir sua sede como uma resposta a essas exigências.

A necessidade de explorar todas as opções possíveis se deve ao dever fiduciário que os executivos do UBS sentem, especialmente se o debate sobre capital na Suíça não se desenvolver de forma favorável. As ações do UBS apresentaram estabilidade nas bolsas, mas a pressão por uma solução está evidente.

Apoio político na Suíça

Recentemente, parlamentares suíços sinalizaram apoio ao UBS, quando um comitê influente criticou os planos do governo relacionados às reformas. O UBS, em comunicado, reiterou seu desejo de operar com sucesso a partir da Suíça. No entanto, a pressão por mudanças é crescente, e Kelleher não comentou sobre as conversas, enquanto porta-vozes do Tesouro também não se pronunciaram.

Possíveis cenários para o UBS

Desde o início do ano, o UBS vem avaliando suas opções em relação às reformas de capital. As propostas exigem que o UBS suporte integralmente todas suas subsidiárias no exterior com capital do banco-matriz, o que poderia ser financeiramente inviável. As opções discutidas vão desde fusões ou aquisições com bancos não suíços, permitindo a mudança de domicílio, até ajustes técnicos para acomodar os novos requisitos.

No entanto, a liderança do UBS parece menos inclinada a mudanças radicais neste momento. Espera-se que uma votação sobre as reformas de capital não aconteça antes de 2027, mas uma mudança para os EUA poderia trazer benefícios significativos ao banco, que é o maior gestor de fortunas fora dos Estados Unidos.

Desregulamentação nos EUA

Atualmente, os Estados Unidos estão passando por uma fase de desregulamentação, que pode reduzir os requisitos de capital para seus maiores bancos. A administração Trump poderia liberar uma capacidade de ativos de cerca de US$ 2,6 trilhões, o que poderia impulsionar a atividade econômica. Kelleher já expressou interesse em adquirir uma empresa de gestão de fortunas nos EUA, o que aumentaria a presença do UBS no maior mercado de fortunas do mundo.

Enquanto isso, a Suíça está implementando as regras de Basileia III com rapidez, em resposta ao colapso do Credit Suisse e à subsequente compra pelo UBS. O regulador bancário suíço, Finma, tem intensificado suas ações, o que aumenta a pressão sobre o UBS para se adaptar às novas normativas.

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