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Santos tem todas as praias impróprias para banho no feriado prolongado

Um alerta de saúde e lazer pode frustrar os planos de milhares de paulistas rumo ao litoral para o feriado prolongado de Finados. A expectativa de desfrutar das areias e do mar da Baixada Santista esbarra em uma realidade desanimadora.

A maioria das praias está com **bandeira vermelha**, impróprias para banho, conforme o monitoramento rigoroso da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A situação exige atenção dos viajantes que se preparam para o descanso.

Em Santos, destino preferencial para muitos veranistas, a situação é particularmente crítica. Todos os sete pontos monitorados pela Cetesb no município foram classificados como impróprios para banho, abrangendo toda a faixa de areia monitorada.

Esta classificação, válida para o período entre sexta-feira (30) e segunda-feira (2), significa que a capital da Baixada tem suas praias vedadas aos que buscavam um mergulho refrescante ou um dia de lazer na orla.

Alerta Vermelho nas Areias: Onde o banho é risco na Baixada Santista?

O problema da balneabilidade, entretanto, não se restringe apenas a Santos. Diversas outras cidades litorâneas enfrentam cenários semelhantes, com praias que exigem **cautela ou total evitação** por parte dos visitantes.

No Guarujá, por exemplo, o alerta é para as praias do Perequê e da Enseada, especificamente na altura da Rua Chile. Já São Vicente apresenta restrições para as praias de Milionários, Gonzaguinha e Prainha, todas com indicação de impróprias para banho.

Mesmo com a situação desafiadora, algumas localidades do litoral sul ainda oferecem opções mais seguras. Em Praia Grande, somente os trechos do Canto do Forte, Boqueirão e Guilhermina mantêm classificação positiva para o banhista neste feriado.

No restante da região, é prudente evitar praias como a Estância Balneária, Balneário Jardim Regina e o Centro, em Itanhaém. O mesmo cuidado se aplica a Santa Eugênia e Itaóca, em Mongaguá, e Balneário São João Batista, em Peruíbe.

Um oásis em meio às restrições surge em Bertioga, que se destaca com todas as suas nove praias apresentando condições boas para o banho. Uma alternativa valiosa para quem busca **águas mais limpas** e seguras no litoral.

Impacto na região

Para os moradores de Jundiaí e cidades vizinhas que tradicionalmente se deslocam para o litoral paulista em feriados, a notícia das praias impróprias na Baixada Santista traz um impacto direto.

Muitas famílias planejam suas viagens com antecedência, e a impossibilidade de usufruir do mar pode levar a uma reavaliação dos destinos. Isso pode significar a busca por alternativas como represas ou parques aquáticos, ou até mesmo o cancelamento de reservas na costa, impactando indiretamente o turismo local.

Além da frustração no lazer, a questão da balneabilidade levanta sérias preocupações com a saúde pública. O contato com águas contaminadas pode gerar doenças de veiculação hídrica, e a conscientização sobre esses riscos é fundamental para proteger os visitantes.

Feriado na Baixada: Turistas chegam mesmo com alerta; confira a previsão do tempo

Apesar das restrições de balneabilidade, Santos ainda espera um fluxo considerável de visitantes. A estimativa é de que a cidade receba até **306 mil turistas** durante o feriado de Finados e Dia do Servidor Público.

Essa projeção é corroborada pela Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes, que prevê a chegada de 66,6 mil a 102 mil veículos com destino ao município. Um volume expressivo que desafia o cenário das praias.

A rede hoteleira da região antecipa um pico de ocupação entre sexta-feira (30) e domingo (1º), com uma média estimada em 55,71%. Os dados são do Observatório do Turismo, da Secretaria de Turismo, Comércio e Empreendedorismo (Setur), indicando que a procura permanece alta.

A previsão do tempo também surge como um fator decisivo para a experiência dos turistas. O sábado (31) deve ser marcado por instabilidade climática, com sol entre muitas nuvens e possibilidade de chuva fraca, acumulando cerca de 0,7 milímetro.

Já o domingo (1º) promete uma melhora nas condições meteorológicas, com os termômetros oscilando entre 19°C e 25°C e sem previsão de precipitações. O sol aparecerá entre muitas nuvens, com períodos de céu nublado.

Temperaturas em Santos para o sábado devem ficar entre 17°C e 23°C, oferecendo um clima mais ameno. A instabilidade, contudo, pode direcionar as atividades para longe da areia e do mar, afetando os planos.

Onde o banho é liberado ou proibido: Veja o mapa da balneabilidade

  • Santos: Ponta da Praia, Aparecida, Embaré, Boqueirão, Gonzaga, Pompeia e José Menino (Rua Frederico Ozanan) — todas impróprias.
  • Guarujá: Perequê e Enseada (Rua Chile) — impróprias.
  • São Vicente: Milionários, Gonzaguinha e Prainha — impróprias.
  • Praia Grande: Aviação, Vila Tupi, Ocian e Vila Mirim — impróprias.
  • Mongaguá: Agenor de Campos e Flórida Mirim — próprias.
  • Itanhaém: Campos Elíseos, Suarão, Suarão (AFPESP), Parque Balneário, Praia dos Pescadores, Sonho, Jardim Cibratel, Jardim São Fernando e Balneário Gaivota — próprias.
  • Peruíbe: Icaraíba, Parque Turístico, Centro, Prainha e Guaraú — próprias.

A Qualidade da Água e o Desafio Urbano do Litoral Paulista

A recorrência de praias impróprias para banho no litoral paulista, especialmente em períodos de grande fluxo turístico, não é um fenômeno isolado. Trata-se do reflexo de um desafio contínuo relacionado à **infraestrutura urbana e ambiental** das cidades.

Essa situação, que se agrava com as chuvas que arrastam efluentes para o mar, remonta a décadas de expansão desordenada e de investimentos insuficientes em saneamento básico nas cidades costeiras. A coleta e o tratamento adequados de esgoto são cruciais para a saúde das águas.

A vigilância constante da Cetesb, embora essencial para informar o público sobre os riscos, serve como um termômetro para a eficácia das políticas públicas e dos projetos de despoluição. Cada bandeira vermelha acende um alerta sobre a necessidade de ações mais robustas e integradas.

Para além do impacto direto no lazer dos turistas e na economia local, a questão da balneabilidade representa uma discussão fundamental sobre a **sustentabilidade das nossas cidades costeiras**. A preservação dos ecossistemas marinhos e a garantia de saúde pública dependem diretamente da qualidade da água e do ambiente.

Este cenário levanta a pergunta: como as cidades do litoral podem equilibrar o desenvolvimento turístico e urbano com a responsabilidade ambiental, garantindo que o mar seja não apenas um atrativo, mas um ambiente saudável e seguro para todos?

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