

Buracos inesperados, remendos malfeitos e o asfalto que cede sem aviso: essa é uma realidade com a qual muitos cidadãos brasileiros, de norte a sul, convivem diariamente. Em Santos, a conta para as empresas que causam esses transtornos acaba de subir, e muito.
A Prefeitura da cidade santista elevou significativamente as multas aplicadas a prestadoras de serviços públicos, um movimento estratégico para garantir a integridade das vias e a segurança de quem as utiliza.
Ruas Danificadas: A Conta Chega Mais Salgada para Empresas
Uma nova legislação sancionada na última segunda-feira (26) pelo prefeito Rogério Santos (Republicanos) endurece as penalidades. O objetivo é claro: coibir obras irregulares e danos ao pavimento urbano que comprometem a mobilidade e oferecem riscos à população.
O texto, agora em vigor, estabelece que empresas executando obras ou serviços em desacordo com as normas, e que resultem em risco à segurança ou mobilidade, serão multadas em R$ 50 mil.
Este valor representa um salto considerável em relação às penalidades anteriores, sinalizando uma postura mais rigorosa por parte do poder público municipal.
A simples realização de intervenções que exijam posterior reparação do pavimento, sem a devida autorização da Prefeitura, pode acarretar uma multa de R$ 25 mil.
Para outras infrações ou descumprimento de determinações previstas na legislação, a penalidade imposta será de R$ 10 mil, buscando assegurar a conformidade em todas as etapas das operações.
As modificações recaem sobre o artigo 17 da Lei Complementar nº 852, de 2014, um dispositivo que já regulava a reparação de danos nas vias públicas de Santos.
Com a atualização, o município busca não apenas corrigir problemas, mas principalmente preveni-los, através de uma fiscalização mais contundente e multas dissuasórias.
A Estratégia de Fiscalização por Trás das Medidas
A iniciativa para esta mudança legislativa partiu do vereador Benedito Furtado (PSB). Seu projeto, após ser aprovado pela Câmara Municipal em sessão de 29 de setembro, pavimentou o caminho para a nova lei.
A aprovação unânime do projeto no legislativo municipal reforça o consenso sobre a urgência em tratar da qualidade da infraestrutura urbana e a responsabilidade das concessionárias de serviços.
É uma clara mensagem de que a paciência com os prejuízos causados por trabalhos inadequados ou irresponsáveis chegou ao limite na cidade.
A sanção pelo prefeito valida a importância dessas medidas para a gestão municipal, que busca equilibrar o desenvolvimento da cidade com a preservação do seu patrimônio público.
Impacto na região
Embora a lei tenha sido promulgada em Santos, a questão da manutenção das vias e da fiscalização de obras de prestadoras de serviços públicos é um desafio comum a diversas cidades brasileiras.
Em Jundiaí e municípios vizinhos, a rotina de buracos e remendos no asfalto, muitas vezes atribuídos a intervenções de água, esgoto, gás ou telecomunicações, também gera reclamações constantes da população.
Para os moradores de Jundiaí, a medida de Santos pode servir como um exemplo de como o poder público pode agir para proteger o asfalto e, por consequência, a segurança e a fluidez do trânsito local.
A qualidade do pavimento afeta diretamente a vida diária, desde o tempo de deslocamento até os custos com a manutenção de veículos, tornando a fiscalização rigorosa um interesse de todos.
O Que Muda Para Moradores e Empresas?
Para as empresas prestadoras de serviços, a nova legislação exige uma atenção redobrada ao planejamento e execução de suas obras.
O custo de um erro ou de uma intervenção sem a devida autorização se tornou exponencialmente maior, o que deve impulsionar a adoção de melhores práticas e o cumprimento rigoroso das exigências municipais.
Para o cidadão santista, a expectativa é de uma melhoria perceptível na qualidade das vias públicas. Menos buracos e remendos malfeitos significam mais segurança para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
A decisão reforça o papel do município como guardião do espaço público e dos interesses coletivos, atuando ativamente para que o desenvolvimento da infraestrutura seja feito com responsabilidade.
Infraestrutura Urbana: Um Desafio Permanente
A discussão sobre a responsabilidade na manutenção da infraestrutura urbana não é nova. Historicamente, a expansão das redes de saneamento, energia e comunicação sempre exigiu intervenções no solo, gerando atritos com a conservação das ruas.
Ao longo das décadas, o desafio de coordenar essas obras e garantir a restauração adequada do pavimento evoluiu. Houve um crescimento no número de concessionárias e na complexidade das redes subterrâneas.
Essa lei de Santos surge neste cenário, destacando a importância de se estabelecer limites e penalidades claras para assegurar que os serviços essenciais não comprometam a qualidade de vida urbana.
O aumento das multas reflete uma tendência observada em diversas cidades, onde a crescente demanda por qualidade de vida e mobilidade impulsiona gestores a adotarem medidas mais firmes.
É um lembrete contundente de que a responsabilidade pela infraestrutura pública é compartilhada, mas que o município detém o poder de impor as regras do jogo em favor de seus cidadãos.



