Roger Machado voltou a falar sobre a curta passagem pelo São Paulo, a menos de dois meses após a demissão no comando do clube. A saída forçou o retorno de Dorival Júnior no comando do Tricolor, que faz sua terceira passagem.
O São Paulo caiu algumas posições até e a pausa para a Copa do Mundo 2026. Em duas rodadas, a equipe passou do quarto lugar para o oitavo, e segue pressionada nos bastidores políticos do clube.
Em entrevista ao ge, o treinador admitiu a frustração pelo trabalho ter sido interrompido precocemente, mas garantiu que não se arrepende de ter aceitado o desafio no Morumbi.
“Não me arrependo em nenhum momento de ter aceitado o desafio. O São Paulo é um dos maiores clubes do continente e qualquer treinador gostaria de ter a oportunidade de trabalhar ali”.
Roger destacou que a saída precoce naturalmente deixou um sentimento de frustração, principalmente por ter chegado ao clube com ideias e objetivos que, segundo ele, demandavam mais tempo para serem implementados.
Bastidores conturbados
Durante a entrevista, o treinador também revelou que encontrou um ambiente de insatisfação já existente quando assumiu o comando da equipe. Segundo ele, esse descontentamento acabou sendo direcionado à sua figura em determinados momentos da passagem pelo Tricolor.
“Desde a minha chegada, percebi que havia uma insatisfação acumulada no ambiente, algo que vai além de um treinador ou de um momento específico.”
Breve passagem no Tricolor
Anunciado em março para substituir Hernán Crespo, Roger permaneceu no cargo por apenas 17 partidas. Sua demissão foi confirmada após a eliminação para o Juventude na quinta fase da Copa do Brasil. No período, o treinador acumulou sete vitórias, quatro empates e seis derrotas.